Vaticano desmente que esteja preparando “missas ecumênicas”

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Fontes vaticanas negam que exista uma “comissão” encarregada de preparar “missas ecumênicas”, nas quais poderiam participar igualmente católicos e luteranos.

Carlos Esteban.

Infovaticana, 08 de novembro de 2017.

[https://infovaticana.com/2017/11/08/vaticano-desmiente-estar-preparando-misas-ecumenicas/].

Tradução. Bruno Braga.

 

Os rumores sobre a preparação de “missas ecumênicas“, em que poderiam participar de forma igual católicos e luteranos, ecoados recentemente pelo Infovaticana, são “completamente falsos”, de acordo com fontes vaticanas.

Para ser preciso, o Vaticano negou que exista uma “comissão” encarregada de preparar tais missas, enquanto que a informação divulgada nesta publicação se referia a uma iniciativa extra-oficial e improvisada das Comunidades de Base romanas, supostamente com a aprovação de Santa Marta.

O veterano periodista Marco Tossati escreveu na revista religiosa First Things uma crônica em que cita a existência de uma comissão encarregada de criar esta fabulosa “missa ecumênica”, acrescentando que o prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Robert Sarah, não havia sido informado, algo que não é tão inverossímil como parece, tendo em conta que o Motu Proprio papal sobre traduções do cânon da Missa, Magnum principium, saiu sem a assinatura de Sarah. Ademais, o Cardeal foi forçado a se retificar depois de responder – de forma inadequada, considerou o Papa – consultas sobre o alcance do texto.

Os rumores cresceram – o que é compreensível, diante de um verdadeiro festival de elogios oficiais a Lutero – e, inclusive, levaram o Cardeal alemão Rainer Maria Woelki a enfrentar os boatos, assegurando que seria “teologicamente impossível” celebrar uma Missa assim. Woelki afirmou que uma missa ecumênica “careceria de base”, já que católicos e protestantes sustentam critérios diferentes “sobre questões centrais”, como a natureza mesma da Eucaristia.

O rumor cresceu depois que o diário The Australian – que fez uma crônica sobre a suposta iniciativa na qual dizia que a missa em questão incluiria orações, leitura da Bíblia e comunhão – recebeu do Vaticano o silêncio como resposta com a pergunta colocada sobre o assunto.

O alarme foi crescendo ao longo da semana. Nomes dos membros da comissão fantasma eram inclusive dados, como, por exemplo, o do “teólogo de gabinete” Andrea Grillo, o confrontador dos críticos da exortação papal Amoris Laetitia, que na sexta-feita, no Catholic Herald, negou pertencer a qualquer comissão vaticana.

Finalmente, a sala de imprensa do Vaticano tomou conhecimento e desmentiu taxativamente as especulações, o que fez também o Arcebispo Arthur Roche, “número dois” da Congregação para o Culto Divino.

Os rumores, assegurou Roche ao periodista Christopher Lamb, são “totalmente falsos”. Por sua vez, Greg Burke, da sala de imprensa, limitou-se a afirmar que eles eram “simplesmente falsos”.

 

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