Banah: Pedra Angular

O que é a Pedra Angular?

“É uma pedra de esquina, que nas construções antigas servia para alinhar toda a construção. Uma pedra angular na construção de um edifício seria a base sólida de que ele necessitaria para chegar às alturas almejadas sem cair.”

“A pedra angular é um recurso literário usado na Bíblia para definir aquilo que falta à construção do ser do homem. A imagem é tomada da arquitetura. Naquele tempo a estrutura do arco de pedras superpostas, sem argamassa, para ficar estável, dependia de uma só pedra, a angular, a que transfere para o chão a força do peso vertical que sozinha ela suporta. Jesus quando se declara a ‘pedra angular’ quer justamente dizer que Ele é Aquele que une a força de cima, a Graça que vem de Deus e a transfere para o chão onde todos estamos. É o Cristo que usa esta imagem figurativa para dizer ser Ele o que recebe do Pai o poder e o transfere para os homens, na medida em que seremos nós os construtores de Seu reino em meio aos Homens.”

“Os construtores de Israel julgavam Jesus uma pedra inadequada para o tipo de construção que eles queriam. Deus o julgou perfeito para edificar a Igreja conforme a planta divina.”

Um presente da Capela Magnificat

Relicário Banah

Raymundo Lopes e a Obra Missionária lançam o projeto Pedra Angular – Banah, no desejo de estender um elo espiritual entre o nosso lar, a Capela Magnificat e casa onde Nossa Senhora viveu seus últimos dias, em Éfeso, na Turquia.

A pedra angular, ou banah, compõe-se de duas peças em estilo relicário. Uma peça será gravada com o nome do missionário e afixada na parede da Capela Magnificat; a outra levará um fragmento da pedra trazida por Raymundo Lopes da casa de Nossa Senhora em Éfeso, e ficará na residência do missionário. Com esse vínculo espiritual, é como se nos colocássemos todos sob o abrigo do mesmo Coração Imaculado.

Na abundância da graça, conntamos ainda com as promessas do Arcanjo:

“…aqueles que aceitarem o presente da Capela, receberão o olhar maternal de Maria e experimentarão em seus lares a brisa fresca da comunhão do Céu”.

“Deus não negará à Mãe uma atenção àqueles cujos nomes estarão gravados no local onde Ela mesma nomeou como âncora para seu espírito”.

FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DO BANAH

Preencha o formulário com os dados solicitados, e siga as orientações abaixo: 1. Preencha seu formulário online com seus dados pessoais, conforme indicação. No campo de “MENSAGEM COMPLEMENTAR”, informe qual a forma de pagamento desejado. Caso queira pagar com cartão de crédito, solicite que lhe seja enviado o link para pagamento; 2. Você receberá um email, confirmando a solicitação e as orientações para o pagamento;

3. Em caso de depósito os dados bancários são: conta corrente aos Missionários do Coração Imaculado, no valor de R$ 100,00 (cem reais) endereçado a CAIXA ECONOMICA FEDERAL – Agência: 0091 – Controle: 003 – Conta corrente: 2290-0;

4. Envie o comprovante por email ou pelo Correios ao SIM – Serviço de Informação Mariana, com cópia do comprovante de deposito; 5. Faça contato via email ou telefone com Gerson Neves, para confirmar o envio do seu Banah.


Termo de Compromisso que entre si fazem, de um lado os Missionários do Coração Imaculado e do outro o titular do formulário acima preenchido, nas seguintes condições:

Os Missionários do Coração Imaculado se comprometem a manter gravado, numa pequena placa a que deram o nome de ‘tijolinho’, que será fixada no interior do conjunto arquitetônico da Capela Magnificat, na Vila Del Rey, Nova Lima (MG), em local escolhido pela direção da Obra Missionária, o nome do titular constante do referido formulário. Nas Missas ali celebradas, será pedido à Mãe de Jesus que olhe por todos aqueles que têm ali seus nomes gravados. Por tudo isso pagarei, neste ato, a importância de R$ 100,00 (cem reais), pelo período de 1 (um) ano, ficando reservado à direção dos Missionários o direito de substituir o nome ali inscrito, caso não haja sua renovação com o pagamento do valor vigente à época, e assim sucessivamente. Pela minha colaboração estarei recebendo, sem ônus, como presente, uma Banah, ao estilo relicário, contendo um fragmento de uma pedra da parede onde residiu Maria, a Mãe de Jesus, em Éfeso (Turquia), no verso da qual constará o nome que foi gravado na placa colocada no interior da Capela. Declaro ainda estar ciente de que, caso venha a ser renovado o meu pedido, não terei direito a receber um novo relicário com fragmento da pedra da casa onde residiu a Mãe de Jesus, em Éfeso (Turquia). Fica, a critério da Capela Magnificat, proceder qualquer mudança que se fizer necessária, em qualquer Tempo.

 

R$ 100,00 por cada Banah

Contatos: Dúvidas e orientações através dos telefones: (31) 3225-4688 e (31) 3225-4067. E-mail: banah@ Responsável Direto: Gerson Neves Rua Alagoas, 1460 / 905 – Savassi, Cep: 30130-160 Belo Horizonte / MG




Padre Frank Unterhalt: O que sabemos do Terceiro Segredo de Fátima parece estar sendo revelado na Igreja hoje.

Pastorinhos de Fátima

O padre Frank Unterhalt, um sacerdote diocesano alemão e porta-voz de um grupo de padres fiéis chamado Communio veritatis, escreveu um artigo sobre a atual crise na Igreja Católica, associando-a à mensagem de Nossa Senhora de Fátima. “No Terceiro Segredo está previsto, entre outras coisas, que a grande apostasia começará pelo topo”.

 

Mike Hickson.

LifeSiteNews, 15 de agosto de 2020.

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Tradução. Bruno Braga.

 

O padre Frank Unterhalt, um sacerdote diocesano alemão e porta-voz de um grupo de padres fiéis chamado Communio veritatis [1], escreveu um artigo sobre a atual crise na Igreja Católica, associando-a à mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Ele cita o Cardeal Ciappi, teólogo da Casa Pontifícia de 1955 a 1989, que declarou em 1995: “No Terceiro Segredo está previsto, entre outras coisas, que a grande apostasia começará pelo topo”.

Em sua declaração (veja o texto completo abaixo), o padre Unterhalt, da Arquidiocese de Paderborn, sintetiza aspectos diferentes que nos ajudam a ver que a Igreja foi infiltrada por forças anticatólicas há bastante tempo. Aqui, ele cita a ex-comunista Bella Dodd, que admitiu ter ajudado a infiltrar a Igreja nos Estados Unidos com cerca de padres comunistas, e também se refere à instrução maçônica Alta Vendita, destinada a obter “um Papa de acordo com as nossas necessidades”.

O padre Unterhalt também menciona George Weigel que, após estudar os arquivos comunistas, descreveu em 2011 “como os governos comunistas e serviços secretos infiltraram o Vaticano e usaram as relações diplomáticas com a Santa Sé para promover os seus interesses – como se poderia esperar – e fortalecer os seus esforços para penetrar os altos postos da liderança da Igreja Católica, especialmente o próprio Vaticano – uma estratégia que vários altos dignitários aparentemente não enxergam”.

O sacerdote alemão também nos recorda o padre Maximiliano Kolbe, que em 1917 testemunhou a presença dos maçons em Roma segurando uma bandeira com os dizeres: “Satanás reinará no Vaticano, e o Papa será seu escravo”.

O Papa Bento XVI anunciou em 2010 que o Terceiro Segredo de Fátima é sobre o fato de que “a maior perseguição contra a Igreja não vem dos seus inimigos externos, mas surge do pecado dentro da Igreja”.

Aqui também podemos recordar que, como Cardeal Joseph Ratzinger, ele disse que a Maçonaria era o maior perigo para a Igreja [2].

O padre Unterhalt não menciona o debate existente sobre se Roma publicou completamente todas as palavras da Irmã Lúcia relatando o Terceiro Segredo [3], uma discussão que permanece viva desde a publicação oficial do Terceiro Segredo, em junho de 2000, em Roma [4]. Em todo caso, as palavras do Cardeal Ciappi sobre a apostasia no topo da Igreja citadas pelo padre Unterhalt não estão contidas no Terceiro Segredo oficialmente publicado. Espera-se que pesquisas futuras lancem mais luz sobre a matéria.

Por exemplo, o Cardeal Silvio Oddi, que foi secretário do Arcebispo Angelo Giuseppe Roncalli – depois Papa João XXIII – durante o tempo em que ele serviu como núncio apostólico em Paris, afirmou em 1990 em uma entrevista sobre o Terceiro Segredo: “Eu não ficaria surpreso se o Terceiro Segredo aludisse a tempos sombrios para a Igreja: graves confusões e apostasias perturbadoras dentro do próprio Catolicismo” […] “Se considerarmos a grave crise que temos vivido desde o Concílio Vaticano II, não parece faltar sinais de que essa profecia foi cumprida”.

O padre Unterhalt também nos recorda que o livro do Apocalipse e o Catecismo da Igreja Católica nos falam de uma perda da Fé no fim dos tempos e das provações finais da Igreja. Aqui ele cita o Catecismo: “Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade” [CIC 675].

Nos últimos anos, o padre Unterhalt tem feito declarações fortes sobre a preservação da Fé Católica. Ele e o seu grupo sacerdotal Communio veritatis se opuseram, por exemplo, à ideia da intercomunhão com protestantes [4]; ele reprovou publicamente o presidente da Conferência Episcopal Alemã, o Cardeal Reinhard Marx, por adaptar a Igreja Católica ao “espírito do tempo” [zeitgeist] [5]; e condenou a prática de receber a Sagrada Comunhão na mão e em pé [6]. Unterhalt também rejeitou a nova regra do Papa Francisco de dar a Sagrada Comunhão a adúlteros. Finalmente, ele nos encorajou a permanecermos próximos de Nossa Senhora, dizendo que “Muitos fiéis estão se perguntando hoje como podem resistir à tempestade do grande teste e permanecer na verdadeira Fé. Eu gostaria de responder com as famosas palavras da Santíssima Virgem Maria em Fátima: “O Meu Imaculado Coração será o seu refúgio e o caminho que conduz a Deus!” [7].

***

O artigo completo do padre Unterhalt.

A Igreja vive o Terceiro Segredo de Fátima.

É tempo de compreender o significado total do profético anúncio feito pelo Cardeal Wojtyla, no Congresso Eucarístico da Filadélfia, em 1976: “Estamos agora diante do maior confronto histórico que a humanidade já viveu. Não penso que a sociedade americana nem a comunidade cristã como um todo percebam isso completamente. Estamos agora diante do confronto final entre a Igreja e a anti-igreja, entre o Evangelho e o anti-evangelho, entre Cristo e o anticristo. O confronto está dentro dos planos da Divina Providência. Portanto, está no Plano de Deus, e deve ser uma provação que a Igreja deve enfrentar, enfrentar com coragem” […]

É importante perceber a dimensão completa desse apelo dramático! Acima de tudo, é preciso considerar o que uma anti-igreja precisa à sua frente. Neste sentido, o Bispo Fulton J. Sheen afirmou: “Haverá um corpo místico do anticristo que será semelhante em todas as suas partes externas ao Corpo Místico de Cristo” [2].

Durante sua visita à Alemanha, em 1980, o Papa João Paulo II, quando perguntado em Fulda como estavam indo as coisas com a Igreja em relação ao Terceiro Segredo de Fátima, ele respondeu com as seguintes palavras: “Devemos nos preparar para grandes provações em um futuro próximo. Sim, elas podem inclusive exigir a doação de nossas vidas, e total dedicação a Cristo e por Cristo! Elas podem ser atenuadas pela sua e nossas orações, mas não podem ser evitadas. Somente assim a verdadeira renovação da Igreja pode chegar. A renovação da Igreja com frequência nasceu do sangue. Não será diferente dessa vez. Sejamos fortes e vamos nos preparar e confiar em Cristo e em Sua Santíssima Mãe. Vamos rezar muito e com frequência o Rosário!” [3]

Pouco depois, isso se tornou real para o Papa. No dia 13 de maio de 1981, aniversário da primeira aparição da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, em Fátima, 1917, aconteceu a tentativa de assassinato em Roma. Aqui, toda provação sobre a qual ele falou tornou-se visível em uma cena dramática. O ataque direto contra o Santo Padre não foi dirigido somente a ele, mas a todo o Corpo Místico de Cristo na Terra. De acordo com os ensinamentos de Santo Agostinho, o Papa é a figura ecclesiae, e representa a Igreja como um todo [4]. Nesse contexto, ela deve ser compreendida por estar no meio de uma batalha apocalíptica em que tudo está em jogo. Isso fica mais claro, quando consideramos as circunstâncias exatas da tentativa de assassinato: os cinco tiros foram dados às 17h17.

Por um lado, isso aponta inquestionavelmente para o ano de fundação da Maçonaria, 1717. São Maximiliano Maria Kolbe testemunhou em Roma sua marcha na Praça de São Pedro, em 1917. O Apóstolo da Imaculada leu o plano professado pelos maçons em uma bandeira relevante: “Satanás reinará no Vaticano, e o Papa será seu escravo” [5].

Por sua vez, no mesmo ano de 1917, aconteceu a Revolução de Outubro na Rússia com a manifestação do comunismo ateísta e a batalha decisiva consequente.

Nestes contextos, o ataque contra o chefe da Igreja Católica mostra a tentativa hostil de vencê-lo completamente. O objetivo do ataque em Roma foi obviamente remover o fundamento dado por Deus à Igreja com o propósito de substituí-lo por outra “liderança”.

Claro, o plano não terminou com a tentativa de assassinato, que do ponto de vista do inimigo falhou. Pelo contrário. Nesse contexto, é esclarecedora a carta da Irmã Lúcia para o Santo Padre, em 12 de maio de 1982 (!), na qual ela se refere à terceira parte do Segredo: “Já que não atendemos este apelo da Mensagem, vemos que foi cumprido, a Rússia invadiu o mundo com os seus erros. E se ainda não vimos todo o cumprimento da parte final dessa profecia, estamos indo pouco a pouco em direção a ele a passos largos” [6].

O teólogo e escritor, o professor Dr. George Weigel, analisou os arquivos da luta comunista contra Karol Wojtyla e Papa João Paulo II, e descreveu a pertinente iniciativa: “Esse material ilustra como os governos comunistas e serviços secretos infiltraram o Vaticano e usaram as relações diplomáticas com a Santa Sé para promover os seus interesses – como se poderia esperar – e fortalecer os seus esforços para penetrar os altos postos da liderança da Igreja Católica, especialmente o próprio Vaticano – uma estratégia que vários altos dignitários aparentemente não enxergam” [7].

A confissão chocante da bem conhecida Dra. Bella Dodd, membro da alta hierarquia do Partido Comunista dos Estados Unidos, abrem os nossos olhos de uma forma especial para o pano de fundo histórico. Após sua conversão à fé católica, a ex-militante prestou um depoimento juramentado sobre a infiltração deliberada na Igreja. De acordo com o seu testemunho, naquele tempo ela seguia as ordens de Stálin, que foram dadas a todas as organizações do Partido Comunista para terem agentes sem fé e moral infiltrados em seminários e ordens religiosas católicas [8].

Esse plano de Moscou foi implementado de forma extremamente eficaz – até no Vaticano. Nos anos 1950, Bella Dodd explicou: “Nos anos 1930, nós colocamos homens no sacerdócio para destruir a Igreja por dentro; agora eles estão nos postos mais altos da Igreja” [9].

A Dra. Bella Dodd não deixa dúvidas sobre as drásticas consequências: “Você não reconhecerá a Igreja Católica” [10].

O filósofo e professor, o Dr. Dietrich von Hildebrand, oferece-nos uma profunda análise, que claramente mostra que a batalha decisiva não está fora, mas dentro da própria Igreja: “Um olhar sem preconceitos sobre a presente devastação da vinha do Senhor não pode ignorar o fato de que na Igreja foi formada uma ‘quinta coluna’ (também chamada de máfia por alguns, inclusive do lado católico), um grupo de destruidores propositais da Igreja. […] Sua sistemática e refinada sabotagem da Santa Madre Igreja também dá um testemunho bastante claro do fato de que isso é uma conspiração deliberada da parte de maçons e comunistas, que – apesar de suas diferenças e outras inimizades – trabalham juntos por esse objetivo. Para a Maçonaria, a Igreja é a arqui-inimiga, e para os comunistas é o principal obstáculo para a conquista do mundo. […] Mas o incompreensível é que essa conspiração existe dentro da Igreja, que Bispos e até Cardeais, e sobretudo padres e religiosos são uma espécie de Judas” [11].

O Bispo Dr. Rudolf Graber tratou do objetivo da estratégia hostil. Ele cita a chamada “Alta Vendita” – o plano maçônico para a revolução dentro da Igreja Católica. Nele, é dito: “O que exigimos, procuramos e devemos esperar – assim como os judeus esperam o seu messias – é “um Papa de acordo com as nossas necessidades […] Não temos dúvida de que alcançaremos esse objetivo maior dos nossos esforços” [12].

Nesse contexto, o famoso anúncio formulado pelo Cardeal Ciappi é de particular importância. Ele foi um especialista no Terceiro Segredo de Fátima e teólogo da Casa Pontifícia de 1955 a 1989. Em uma carta para o professor Baumgartner de Salzburg, em 1995, ele escreveu: “No Terceiro Segredo está previsto, entre outras coisas, que a grande apostasia começará pelo topo”.

O livro do Apocalipse torna isso claro.

O dragão vermelho (Ap. 12, 3) representa o comunismo ateu, que procura destruir a fé em Deus. Nessa batalha, duas bestas vêm para ajudar o dragão, que se mostra detentor de uma força poderosa.

A besta negra, que parecia uma pantera (Ap. 13, 1-2), é a Maçonaria. Ela age nos bastidores e se esconde nas sombras para ser capaz de penetrar em qualquer lugar sem ser reconhecida. O trono e o poder do dragão foram dados a ela (Ap. 13, 2).

A outra besta é a maçonaria eclesiástica: “Ela tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão” (Ap. 13, 11). É uma referência à hierarquia da Igreja, na qual a mitra – com dois chifres – indica a plenitude do sacerdócio. A besta que emerge da terra parece um servo do Cristo Cordeiro, mas é um servo do dragão Satanás.

O falso profeta (Ap. 19, 20) é o líder pseudo-religioso da anti-igreja que conduz a apostasia desde o topo. Engana e trai os habitantes da terra (Ap. 13, 14), e espera conduzir a população a adorar o anticristo (Ap. 13, 12), de quem ele é o precursor.

Uma referência direta ao Terceiro Segredo de Fátima é encontrada também no Catecismo da Igreja Católica: “Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade” [14].

Assim, o mistério Pascal de Cristo é intensamente renovado no seu Corpo Místico. A Igreja seguirá o seu Senhor na sua morte e ressurreição [15].

Por isso o Papa Bento XVI, como um peregrino em viagem a Fátima, em maio de 2010, explicou o Terceiro Segredo: “Deste modo, diria também aqui que, além desta grande visão do sofrimento do Papa” […] “indicam-se realidades do futuro da Igreja que se desenvolvem e se mostram paulatinamente. Por isso, é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, vê-se, a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflete na pessoa do Papa; mas o Papa está para a Igreja e, assim, são sofrimentos da Igreja que se anunciam” […]. “A novidade que podemos descobrir hoje, nesta mensagem, reside também no fato que os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas que os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja” […] [16].

Portanto, durante este tempo, ela experimenta em tudo a paixão de Jesus e a abismal iniquidade da traição.

Cristo fez a serva da verdadeira Misericórdia, Santa Faustina Kowalska, experimentar toda a amargura da agonia da Igreja no Getsêmani. Ela escreveu em seu diário: “Naquele dia eu sofri mais que em qualquer outro tempo, interna e externamente. Eu não sabia que alguém poderia sofrer tanto em um único dia”. A dimensão mais terrível do Getsêmani é a aparência do traidor. Santa Faustina anotou a data desse pior dia de sofrimento. Foi em 17 de dezembro de 1936.

Suposição, 2020 .

Manutenção do Padre Frank.

__________________

[1] John-Henry Westen. “Duas citações oportunas de São João Paulo II no dia da sua festa”. in. LifeSiteNews, 22 de outubro de 2014; The Wall Street Journal , 09 de novembro de 1978.

[2] Fulton J. Sheen. Comunismo e a Consciência do Ocidente” [Título em português: “Comunismo e a Consciência do Ocidente”]. Berlim, 1950, p. 12

[3]  “Voice of the Faith” , Outubro, 1981.

[4] Veja Cartas de Agostinho   53,2.

[5] Maria Winowska. “Padre Maximilian Kolbe. Uma vida ao serviço da Imaculada [Padre Maximilian Kolbe: uma vida ao serviço da Imaculada], Freiburg / Schw. – Konstanz – Munique, 1952, p. 41

[6] Congregação para a Doutrina da Fé, “A mensagem de Fátima” (26 de junho de 2000), Introdução.

[7] George Weigel. O Papa da Liberdade. João Paulo II – Seus Últimos Anos e Legado ”[Título em inglês: Fim e Início: Papa João Paulo II – Vitória da Liberdade, Últimos Anos, Legado]. Paderborn, 2011, p. 14º

[8] Cfr. Iben Thranholm. “A crise de abuso católico provavelmente não é um acidente, mas uma estratégia para ‘destruir a Igreja por dentro’”. No. LifeSiteNews, 17 de setembro de 2018.

[9] Bella V. Dodd. “School of Darkness”. Angelico Press reedição 2017. Introdução originalmente publicada por P. J. Kenedy & Sons, New York, 1954.

[10]  Ibid .

[11] Dietrich von Hildebrand. The Devastated Vineyard [Título em inglês:  “ The Devastated Vineyard ”]. Regensburg 1973  ed., P. 11

[12] Rudolf Graber. Atanásio e a Igreja do nosso tempo” [Título em inglês : “ Atanásio e a Igreja do nosso tempo”]. Abensberg, 1987, 11 th  ed., P. 85

[13] Brian W. Harrison. “Alice von Hildebrand Sheds New Light on Fatima”. Comentário introdutório em OnePeterFive, 12 de maio de 2016.

[14] Catecismo da Igreja Católica, 675.

[15] Cfr. ibid ., 677.

[16] Papa Bento XVI, entrevista durante o voo a Portugal, 11 de maio de 2010.

[17] “ Diário da Irmã Maria Faustyna Kowalska” [Diário da Irmã Maria Faustina Kowalska]. Hauteville / Suíça 1991,  ed., No. 823

NOTAS.

[1]. Cf. [ ].

[2]. Cf. [ ].

[3]. Cf. [ ].

[4]. Cf. [ ].

[5]. Cf. [ ].

[6]. Cf. [ ].

[7]. Cf. [ ].

 




Bispo Schneider explica a “verdadeira face da Maçonaria”.

Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica?

 

Athanasius Schneider

Infovaticana, 13 de maio de 2020.

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Tradução. Bruno Braga.

 

Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995).

Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens.

Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo.

Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja.

Mike Hickson.

Apud. Infovaticana.

***

O Bispo Athanasius Schneider proferiu este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1717 na Inglaterra, e amavelmente concedeu ao LifeSiteNews a permissão para publicá-lo [1].

No discurso que proferiu em 2017 perante a Fundação Pontifícia Kirche in Not (“Ajuda à Igreja que Sofre”), na Alemanha, o Bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja”, e que ela tem em seus graus mais altos uma orientação satânica.

O Bispo Schneider pronunciou este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1917 na Inglaterra [2]. Ele amavelmente concedeu ao LifeSiteNews uma tradução para o inglês do seu manuscrito e nos deu permissão para publicá-lo [3].

A seguir, a tradução do texto completo do Bispo Schneider: O verdadeiro rosto da Maçonaria.

Em 2017, a Maçonaria celebrou o 300º aniversário de sua fundação, em 24 de junho de 1717. Segundo relatos oficiais, foi o resultado de uma reunião de quatro “lojas”, ou sociedades secretas, que formaram a Grande Loja de Londres. Um clérigo protestante, James Anderson, escreveu os primeiros estatutos maçônicos. A Igreja Católica condenou essa associação de origem pseudo-religiosa vinte anos depois do seu início com a punição eclesial mais alta: a excomunhão. Por que? Porque a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mescla de panteísmo, gnose e “auto-salvação”. Essa “religião” é aparentemente tolerante. Na verdade, é extremamente intolerante e exigente. Os maçons dizem sobre si mesmos que seriam os “iniciados”, os “perfeitos”, “iluminados”. O restante da humanidade é para eles profana, imperfeita e obscura. A religião maçônica pretende ser independente do Deus verdadeiro, para que o ser humano se coloque na posição de Deus, tome o lugar de Deus e decida sobre o bem e o mal. Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa, o “Grande Arquiteto do Universo”, que nos graus superiores e depois no mais alto torna-se cada vez mais concreto; nos graus superiores essa divindade incerta se identifica como Lúcifer, como Satanás, como o deus bom, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus é aqui o “Deus mal”. A Igreja reconhece que a Maçonaria é uma verdadeira e cada vez mais poderosa sociedade secreta com um conteúdo pseudo-religioso, que se disseminou muito rapidamente em inumeráveis organizações afiliadas, frequentemente com diferentes nomes, penetrando nos níveis mais poderosos da sociedade, da política e do mundo das finanças. Foi o Papa Pio VII que, em 1829, deu uma das definições mais adequadas e precisas da Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem por seu deus o demônio” (Encíclica Traditi humilitati nostrae). A essência da religião maçônica consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem Divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus. Os membros da Maçonaria, em seus graus superiores, veem nesta perversão o “verdadeiro progresso” da humanidade, a construção mental do templo da humanidade. No lugar da Revelação de Deus, existe o segredo maçônico e o ser humano se converte em última instância em um deus (c. X. Dor, Le Crime contre Dieu, Chiré-em-Montreuil, 2016).

De fato, a Maçonaria é a perfeita anti-igreja, onde todos fundamentos teológicos e morais da Igreja Católica são transformados no seu oposto! Em uma conversa privada, um maçom contou à sua irmã o seguinte: “Você sabe o que nós maçons somos realmente? Nós somos a anti-Igreja”. Os historiadores reconheceram na Maçonaria a semente do totalitarismo político (por exemplo, A. Cobban, Historia de las Civilizaciones, citado em A. Bárcena, Iglesia y Francmasonería, Madrid, 2016). A confusão e o engano desta consistem no fato de que a Maçonaria se auto-vangloria com nomes e definições atrativas, como “filantropia”, “humanismo”, “intelectualidade”, “tolerância” e, simultaneamente, ela – a Maçonaria – se disfarça com esses nomes. Com a recusa da Revelação Divina sobrenatural, a Maçonaria também recusa a lei natural. Este é exatamente o ponto que conduz a todos os sistemas totalitários. Já o maçom Jean-Jacques Rousseau, de Genebra, escreveu: “A vida de um ser humano não é somente uma dádiva da natureza, mas uma dádiva condicionada pelo Estado” (O Contrato Social, II, 5). O anarquismo político e social é um fenômeno que encarna principalmente o espírito da Maçonaria, já que um dos seus princípios-chave é ordo ab chao [“ordem a partir do caos”]. Isso significa que primeiro se deve criar um caos e logo construir uma nova ordem, outra ordem, uma ordem criada por homens. No ritual do antigo rito escocês aceito desde o ano 1892, o candidato ao 32º, penúltimo grau da Maçonaria, recebe a seguinte instrução: “1. O primeiro ‘rugido das armas’ foi produzido quando Lutero idealizou a rebelião da razão. 2. O segundo ‘rugido das armas’ foi produzido quando se anunciou nos Estados Unidos que cada governo humano recebe sua autoridade do povo e somente do povo. 3. O terceiro ‘rugido de armas’ foi quando na França proclamaram os ‘Direitos Humanos na formulação de liberdade, igualdade e fraternidade’” (M. Tirado Rojas, La Masonería en España, 1892, I).

O candidato do 33º grau recebe esta instrução (trata-se de uma citação do mesmo ritual escocês): “Nem a lei, nem a propriedade, nem a religião podem governar sobre os homens, e dado que estão aniquilando os homens ao privá-los dos seus mais preciosos direitos, juramos levar a cabo uma vingança terrível. Elas (lei, propriedade e religião) são os inimigos contra os quais juramos uma guerra implacável a qualquer custo. Desses três inimigos infames, a religião deve ser o objeto permanente de nossos ataques mortais. Quando tivermos destruído a religião, teremos a lei e a propriedade à nossa disposição, e poderemos regenerar a sociedade mediante a construção da religião maçônica, a lei maçônica e a propriedade maçônica sobre os cadáveres desses assassinos” (Ibídem). De acordo com o ritual maçônico, a palavra “religião” se refere à cristã, mais precisamente à religião católica. Sabe-se que a Maçonaria europeia e, em particular, Alexander Kerensky, o Grão-mestre do Grande Oriente da Rússia, apoiou logística e politicamente a revolução de outubro de 1917, no ano do bicentenário de fundação da Maçonaria. Lenin e os novos líderes comunistas não toleraram nenhum tipo de rivalidade. Então, proibiram a Maçonaria tradicional na União Soviética. No Terceiro Congresso da Internacional Comunista [partido], em 1921, a Maçonaria tradicional recebeu a significativa avaliação: “A Maçonaria nos recorda os costumes religiosos através de seus ritos. No entanto, sabemos que toda religião suprime as pessoas. A Maçonaria representa um poder social e, devido à natureza secreta de suas reuniões e o segredo absoluto de seus membros, é um ‘estado dentro do estado’”. Em 11 de abril de 2001, na RAI2 (canal de televisão italiano), Giuliano De Bernando, que foi Grão-mestre da Grande Loja Regular da Itália (GLRI) nos anos 1990-1993, pronunciou palavras significativas a respeito do caráter religioso da Maçonaria: “Converte-se em maçom através da iniciação. A iniciação é um ato constitutivo por meio do qual é dado ao ser humano uma dimensão que ele não tinha antes. Uma analogia que encontramos no batismo. Não se nasce cristão, faz-se cristão através do Batismo. Da mesma forma, converte-se em maçom através da iniciação. Isso significa que se continua sendo maçom para toda a vida, inclusive se alguém logo recusa a Maçonaria, continua sendo maçom. Mesmo se estiver dormindo, se é inimigo da Maçonaria, continua sendo maçom, porque recebeu a iniciação. A iniciação é um ato sagrado”.

A Maçonaria também apoiou a chamada Revolução sexual de 1968. Os dois Grão-mestres das duas maiores organizações maçônicas na França, Frédéric Zeller e Pierre Simon, participaram ativamente com alguns dos seus membros nas revoltas estudantis de Paris, em maio de 1968. O assim chamado Grão-mestre Pierre Simon tornou-se então assessor da ministra Simone Veil, que legalizou o aborto na França. Em 2012, o jornal parisiense Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, permitindo que os principais maçons falassem no fórum do jornal. Um desses oficiais maçons afirmou abertamente que as leis sobre a legalização do aborto, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou “casamento para todos” e a eutanásia foram elaboradas nos “laboratórios” idealistas maçônicos, e com a ajuda do lobby e dos seus membros no parlamento e no governo, elas foram estabelecidas em legislação. Isso pode ser lido no Le Figaro de 2012 (suplemento LE FIGARO, 20-21 Julho 2012).

Por sua precisão, esta análise do Papa Leão XIII em 1894 sobre a essência, os princípios e ações da Maçonaria, mal pode ser superada e permanece totalmente válida: “Além disso, existe um grande perigo que ameaça a unidade, da parte dessa associação que é conhecida com o nome de maçons, cuja influência durante muito tempo oprime as nações católicas em particular. Favorecida pelas agitações dos tempos, e crescendo de forma insolente em seu poder, recursos e êxito, tensiona os nervos para consolidar seu domínio e ampliar sua esfera. Já saiu de seus esconderijos, onde tramou complôs, para a multidão de cidades, e como que para desafiar o Todo-Poderoso, estabeleceu seu trono nesta mesma cidade de Roma, a capital do mundo católico. Porém, o mais trágico é que, onde quer que tenha pisado, penetra em todos os âmbitos e departamentos da comunidade, com a esperança de obter, enfim, o controle supremo. Isto é de fato uma grande calamidade: por seus princípios depravados e projetos iníquos, que são bem conhecidos. Sob o pretexto de reivindicar os direitos do homem e de reconstituir a sociedade, ataca o Cristianismo; recusa a Doutrina revelada, denuncia as práticas da Piedade, os Sacramentos Divinos e tudo o que é Sagrado como superstição; esforça-se para eliminar o caráter cristão do matrimônio, da família, educação da juventude e de toda forma de instrução, pública ou privada, e elimina das raízes dos homens todo respeito pela autoridade, seja humana ou Divina. Da sua parte, prega o culto à natureza e sustenta que a verdade, a probidade e justiça devem ser medidas e reguladas conforme os princípios da natureza. Dessa forma, como é bastante evidente, o homem está sendo levado a adotar costumes e hábitos de vida similares ao dos pagãos, e mais corruptos na medida em que os incentivos para pecar são mais numerosos” (Carta Apostólica Praeclara gratulationis). Um dos meios mais astutos e, portanto, satânicos, da Maçonaria na luta contra seu arqui-inimigo, isto é, a Igreja Católica, consiste na infiltração dentro da Igreja. No seguinte trecho, reconhecido por muitos historiadores como autêntico, e citado pelo Bispo Rudolf Graber, no seu livro “Atanasio y la Iglesia de Nuestro Tiempo”, trecho das “Instruções” da chamada “Alta Vendita”, uma espécie de centro de governo da Maçonaria europeia no século XIX, que ilustra essa verdade.

Eis uma citação da “Instrução permanente da Alta Vendita”: “O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja, para conquistar ambos [o Papa e a Igreja]. A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua. Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo messias, é um Papa conforme às nossas necessidades” […] “Assim, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é tarefa prioritária formar para este Papa uma geração digna do reinado que sonhamos.

“Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças. Aviva as paixões dos guelfos e gibelinos, e conseguireis sem grande custo uma reputação de bons católicos e de puros patriotas. Essa reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens clérigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, esse jovem clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação”. […] “Fazei com que o clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitais as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemos-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do mundo” (Originalmente em: Mons. Delassus, Conjuration antichrétienne, París, 1910, Tomo III. O texto completo da “Instrução permanente da Alta Vendita” também foi publicado em: Mons. Dillon, El Gran Oriente De La Masonería Sin Máscara, Dublín, 1885. [Possível ler ainda em Taylor R. Marshall, Infiltración, Homo Legens [4]].

Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995).

Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens.

Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo.

Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja.

NOTAS.

[1]. Cf. [].

[2]. Cf. [

[3]. Cf. nota [1].

[4]. Cf. [#.XhokschKjIU].

 




“O cerco policial do Santuário de Fátima”

Segredo de Fátima

As grandes tribulações já começaram. Como Jesus teve seu calvário levado ao extremo, mesmo sendo inocente, a Igreja e a Humanidade terão o seu, para que sejam purificadas e Jesus possa voltar dando início a novos tempos.

 

Francisco Lembi

Serviço de Informação Mariana-SIM, 26 de maio de 2020.

 

Penso que ‘o cerco policial do Santuário de Fátima’, ocorrido sobretudo nos dias 12 e 13 de maio, tão mostrado nas redes sociais, foi uma resposta de Deus à atitude traiçoeira, omissa e fraudulenta da Igreja sobre as revelações de Fátima. O Vaticano engavetou a mensagem, por décadas, e quando tardiamente a anunciou (13 de maio de 2000, em Fátima) o fez com um texto “alterado”, como disse ao Raymundo Lopes o próprio Papa Bento XVI, no encontro que tiveram em Castel Gandolfo (Roma), em 17 de agosto de 2010.

O clero local (de Fátima) silenciou-se: isso é com o Vaticano, responsabilidade do Papa, como se não fosse uma questão que afetasse a todos – e não só à cristandade, mas à humanidade, pois as consequências da grave omissão recairiam sobre o mundo. “Não fizeram o que pedi. (…) A Rússia espalhará seus erros pelo mundo (…). A purificação virá de uma maneira que tentei a todo custo evitar.”, disse Nossa Senhora ao Raymundo Lopes (diálogo A Consagração que faltava, livro O Terceiro Segredo – A Vinda de Jesus, pág. 94-95).

A Igreja persistiu em não fazer a consagração da Rússia, achando inclusive que ao citar o “mundo” estaria naturalmente incluindo-a. Não levaram em conta que em Fátima fora pedido menção à Rússia, o que só foi feito por esta Obra Missionária, dirigida por Raymundo Lopes, em 08 de outubro de 2000, dia em que, no Vaticano, João Paulo II repetiu mais uma vez a consagração, novamente sem explicitar a Rússia. Esta mesma Obra Missionária foi a única a levar a público – na íntegra – “A Terceira parte do segredo revelado a 13 de julho de 1917, na Cova de Iria – Fátima”, cuja mensagem central é o retorno de Jesus (livro Por fim o meu Coração Imaculado triunfará!, pág. 215-227; e livro Raymundo Lopes – Uma incógnita dos Finais dos Tempos, pág. 216-228).

Como se não bastasse tudo isso que fizeram, confinaram, isolaram a Irmã Lúcia num carmelo, com fortes indícios de ter sido mais tarde substituída por outra, como se fosse a verdadeira, a fim de manter oculto ao público o real teor da mensagem. Essa “Ir. Lúcia”, quando inquirida sobre o terceiro segredo, abordava-o de forma alterada, enganosa, provavelmente instruída pelo clero que a assistia. Isso sem falar da tentativa que fez o então reitor do Santuário de Fátima, padre Luciano Guerra, incentivado pelo nosso então arcebispo Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, de impedir que o Raymundo Lopes, juntamente com uma grande comitiva de missionários desta Obra, fosse a Fátima para a sua 7ª Aparição, ocorrida em 25 de julho de 2000, procurando dissuadi-lo da iniciativa, fazendo-lhe inclusive ameaças, mesmo depois de já se encontrar naquela cidade, através de um emissário enviado na noite do dia 24 de julho, no hotel onde havia se hospedado, deixando-o apreensivo1. Mas não lograram êxito.  E ocorreu a aparição de Nossa Senhora ao Raymundo, no dia e hora preditos por Ela (diálogo Fátima – O Retorno da Virgem, livro O Terceiro Segredo – A Vinda de Jesus, pág. 89).

Agora o Santuário de Fátima – sob o pretexto de conter a disseminação da Covid-19 – se viu cercado por grande número de policiais fortemente armados, a impedir a visita de peregrinos na principal data anual de visitação, repercutindo negativamente na receita do Santuário.

As grandes tribulações já começaram. Como Jesus teve seu calvário levado ao extremo, mesmo sendo inocente, a Igreja e a Humanidade terão o seu, para que sejam purificadas e Jesus possa voltar dando início a novos tempos.

Fátima e sobretudo o Vaticano não estarão isentos dessa ação purificadora. Pagarão suas dívidas, como de resto o mundo.

 

  1. Na manhã do dia 25 de julho de 2000, antes de sairmos do hotel para a Praça de Fátima, o Raymundo me chamou em seu quarto para me falar sobre isso. Eu procurei tranquilizá-lo, dizendo-lhe que estávamos sob a proteção de Nossa Senhora e que por isso não tínhamos o que temer. Padre Luciano Guerra, procurando obstaculizar o evento na Capela das Aparições, marcou a celebração de uma missa para as 12 horas naquele local. Porém, como estavam no horário de verão, ou seja, com uma hora a mais no relógio, a missa começou na realidade às 11 horas, e a aparição pôde acontecer em seguida, às 12 horas, como fora previsto.

 

 




O cerco policial do Santuário de Fátima

Santuário de Fátima

Às vésperas do centésimo terceiro aniversário das aparições de Fátima, a Guarda Nacional Republicana portuguesa iniciou a operação “Fátima em casa”, com o objetivo de impedir que peregrinos tivessem acesso ao santuário neste 13 de maio.

Roberto De Mattei.

Adelante la Fé, 13 de maio de 2020.

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Tradução. Bruno Braga.

 

Às vésperas do centésimo terceiro aniversário das aparições de Fátima, a Guarda Nacional Republicana portuguesa iniciou no último dia 09 de maio a operação “Fátima em casa”, com o objetivo de impedir que peregrinos tivessem acesso ao santuário neste 13 de maio. A notícia foi dada por Vítor Rodriguez, chefe de operações, que elogiou a “fantástica atitude de colaboração” dos membros da Igreja Católica, que cooperaram com a GNR “durante muitas semanas”. Em virtude dessa operação de “confinamento”, o Santuário de Fátima foi colocado sob a vigilância de membros da Guarda Nacional, com a missão de evitar que os fiéis se aproximem sem uma justificativa razoável []. Está claro que, para as autoridades, rezar não é uma justificativa razoável. Na prática, não só bloquearam todas as vias de acesso, mas também outros centros de devoção, como Aljustrel, povoado natal de Lúcia, Francisco e Jacinta; Valinhos, lugar da aparição de agosto, e a própria Via Crucis.

Parece que voltamos às vésperas da Revolução Francesa, quando o jansenismo, o galicanismo, o iluminismo e o catolicismo iluminado – forças díspares e heterogêneas, mas sob o denominador comum do ódio à Igreja de Roma – misturavam-se e redobravam esforços à sombra das lojas maçônicas com a ambição de destruir definitivamente a ordem religiosa e social que sustentava a Cristandade.

A limitação das atividades da Igreja ao âmbito da consciência se baseava na ideia de que somente o Estado tinha autoridade sobre a sociedade. Mas despojar a Igreja de sua missão pública significa condená-la a uma lenta asfixia e posteriormente à morte. O representante dessa política anticatólica em Portugal foi José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, destacado expoente da Maçonaria e chefe do Governo entre 1750 e 1777, sob o reinado de José I de Bragança. No Império da Áustria, José II de Habsburgo-Lorena implementou uma política similar entre 1765 e 1790, conhecida como josefismo. O soberano nomeava Bispos e abades, intervinha na vida das ordens religiosas e se apresentava como reformador da disciplina eclesiástica. Direitos tradicionalmente atribuídos à Igreja, como a educação e a instituição mesma do matrimônio, foram assumidos pelo Estado. Os confiscos do patrimônio eclesiástico, o fechamento dos conventos e seminários, uma nova distribuição das dioceses, uma regulamentação minuciosa do culto e a influência doutrinal do Estado na formação do clero, priorizando as correntes heterodoxas, levaram ao ápice o processo de secularização da casa real de Habsburgo. “Com este governo filosófico – afirmará o filósofo suíço Carl Ludwig von Haller em um célebre texto -, já nada era sagrado: nem propriedade, nem lei natural, nem promessas, nem contratos ou direito privado” (La restaurazione dela scienza politica, tr. It., Turim, Utet, 1963, vol. I, p. 280).

A diferença de antes para hoje é que naquela época a política laicista foi realizada por governos fortes, às vezes com a colaboração dos Bispos, mas sempre contra a Cátedra de Roma. Os Papas condenaram energicamente tal política. Hoje em dia, ao contrário, governos débeis e incompetentes exercem uma política análoga, em muitos casos com a colaboração dos Bispos, e sempre com a tácita aprovação da autoridade de Roma. Bastaria certamente uma palavra clara do Papa Francisco para desbaratar essa manobra anticlerical e dar novamente voz ao povo de Deus, que com o coronavírus se mostra, não submisso, e sim mais vivo e disposto a resistir ao que foi realizado até o momento.

Em um ambiente de crescente confusão, o cerco do Santuário de Fátima pela Guarda Nacional portuguesa é tão escandaloso quanto o fechamento das piscinas de Lourdes no dia 1 de março. No entanto, a maior responsabilidade do escândalo não recai sobre as autoridades militares portuguesas, mas sobre as autoridades eclesiásticas, a começar pelo Cardeal Marto, Bispo de Leiria-Fátima. Tais autoridades ofereceram, ou quem sabe solicitaram, colaboração às autoridades civis para proibir as peregrinações no aniversário das aparições de Fátima.

O atual espírito de submissão ao mundo e às suas autoridades por parte dos prelados lusitanos e do próprio Papa Francisco deixa entrever que em futuro não importará a esses clérigos submeter-se ao islã, aceitando conviver em regime de sharía – isto é, em total subordinação – aos que desejam converter a Europa na terra de Maomé. O caso de Silvia Romano, a voluntária italiana sequestrada no Quênia em 20 de novembro de 2018, e libertada na Somália, no último dia 09 de maio, é emblemático. Essa garota, que trabalhava em uma ONG, no Quênia, após dezoito meses como prisioneira reapareceu como uma convicta seguidora do Corão. A igreja do seu bairro a recebeu entusiasmadamente. Está claro que, para o seu pároco, a apostasia é um mal menor em comparação com o bem da liberdade recuperada. Atualmente, junto com a saúde, a liberdade contra toda restrição parece ser para todos o bem supremo. No caso de Silvia Romano, falou-se em síndrome de Estocolmo, esse estado particular de dependência psicológica que se manifesta em muitas vítimas de violência. Mas diria que hoje a síndrome de Estocolmo é o estado psicológico e moral do Vaticano e de boa parte das conferências episcopais para com os poderes laico-maçônicos do Ocidente e com o islã que avança.

A coisa adquire maior gravidade, caso se tenha em conta que, exatamente em Fátima, a Santíssima Virgem pediu oração e penitência, tanto privada quanto pública, para evitar os castigos que pairam sobre o mundo. Mas, neste 13 de maio, o Santuário de Fátima está imerso em um vazio fantasmagórico, como Lourdes e como a Basílica de São Pedro durante a Semana Santa. É difícil não ver em acontecimentos tão simbólicos a proximidade dos grandes castigos anunciados pela própria Virgem em Fátima. A proibição para os fiéis católicos de manifestar publicamente sua devoção à Virgem no seu santuário aproxima a hora dos mencionados castigos, que talvez foram iniciados já com o coronavírus. Esquecer a iminência desses castigos para perseguir os propagadores da peste pode conduzir-nos a um labirinto perigoso.

Quem não recorda a presença da mão de Deus nas calamidades ao longo da história mostra que não ama a justiça divina. E quem não ama a justiça de Deus corre o risco de não merecer sua misericórdia. O isolamento do Santuário de Fátima, mais que o fechamento de um lugar, parece o silêncio imposto a uma mensagem.




Quando Cardeal, Papa Bento XVI disse que a Maçonaria é o maior perigo para a Igreja.

Quando Cardeal, Papa Bento XVI

O Dr. Robert Moynihan, editor-chefe do jornal católico Inside the Vatican, revelou que certa vez conversou com o então Cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI) sobre o “maior perigo para a Igreja”, e contou o que Ratzinger disse: “É a Maçonaria”.

Maike Hickson.

LifeSiteNews, 04 de maio de 2020.

[].

Tradução. Bruno Braga.

 

O Dr. Robert Moynihan, editor-chefe do jornal católico Inside the Vatican, revelou no dia 23 de abril que certa vez conversou com o então Cardeal Joseph Ratzinger (que depois se tornou Papa Bento XVI) sobre o “maior perigo para a Igreja”, e contou o que Ratzinger disse: “É a Maçonaria”. Essa declaração tem uma importância especial à luz das palavras recentes do Papa Bento sobre a “ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas” que estão promovendo um “medo da força espiritual do Anti-Cristo”.

Consideremos primeiro o relato do próprio Moynihan sobre aquela memorável conversa [1].

“Eu me recordo de uma conversa que tive com o então Cardeal Ratzinger, poucos anos antes de ele se tornar Papa”, escreve Moynihan em seu site. “Estávamos no apartamento dele, não longe da Porta de Sant’Ana. Estávamos discutindo seu conflito com o Cardeal Walter Kasper sobre a questão da Igreja Universal e da Igreja Particular que estava na mídia naquele momento. Eu perguntei ao Cardeal onde estava o maior perigo para a autêntica fé católica. ‘Está em nós mesmos, em nossos próprios pecados e fraquezas. É esse o maior perigo para a Igreja ou há algo mais, algum inimigo externo?’”

Moynihan continua: “Ele olhou diretamente nos meus olhos e, após um momento de pausa, como se estivesse refletindo, disse: ‘É a Maçonaria’”.

“Eu nunca esqueci aquela conversa. Foi como um marco que me levou à conclusão sobre  uma série de questões que me preocupavam até aquele encontro e que continuam me preocupando”.

Esse relato nos chegou porque o Dr. Moynihan recebeu uma carta de um dos seus leitores, preocupado com o fato de que nos últimos tempos os maçons estão tentando minar a proibição da Igreja Católica contra a Maçonaria [2].

Essa revelação do Dr. Moynihan é especialmente importante à luz do fato de que o Papa Bento XVI, em comentários recentes para o seu biógrafo Peter Seewald, falou sobre a “força espiritual do Anti-Cristo” que muitos temem, especialmente quando se opõem à agenda moderna do aborto, homossexualismo e fertilização in vitro. Ele falou de uma “ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas” [3].

“Hoje, a pessoa que se opõe a essa ‘ditadura’ é excomungada pela sociedade”, disse Bento a Seewald para o seu novo livro Benedict XVI: a Life [tradução livre: Bento XVI: uma vida] [4].

“A sociedade moderna está no meio da formulação de um credo anticristão, e se alguém se opõe, é punido pela sociedade com excomunhão”. E continuou: “o medo desse poder espiritual do Anti-Cristo é mais que natural, e realmente necessita da ajuda das orações por parte de toda a diocese e da Igreja Universal para resistir”.

Para entender de onde vêm certos elementos dessa “ditadura mundial”, podemos recorrer ao Bispo Athanasius Schneider, que em 2017 proferiu uma palestra sobre os 300 anos de história da Maçonaria para a organização “Kirche in Not”, uma fundação pontifícia [5]. Schneider gentilmente forneceu ao LifeSiteNews a tradução para o inglês de sua apresentação.

Na palestra, Schneider descreveu as características da Maçonaria baseado em várias fontes acadêmicas. Depois de abordá-las em detalhe, ele concluiu: “De fato, a Maçonaria é a perfeita Anti-Igreja, onde todos fundamentos teológicos e morais da Igreja Católica são transformados no seu oposto! Em uma conversa privada, um maçom contou à sua irmã o seguinte: ‘Você sabe o que nós maçons somos realmente? Nós somos a anti-Igreja’”.

De acordo com o Bispo Schneider, a Maçonaria também promoveu “a chamada ‘revolução sexual’ de 1968”. Ele explica: “os dois Grão-mestres das duas maiores organizações maçônicas na França, Frédéric Zeller e Pierre Simon, estiveram com alguns dos seus membros ativamente engajados nas revoltas estudantis de Paris, em maio de 1968. Pierre Simon tornou-se então assessor da ministra Simone Veil, que legalizou o aborto na França”.

Explicando mais sobre esse assunto, Schneider afirma que os maçons foram cruciais na promoção do aborto, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e da eutanásia na França.

Aqui, Schneider destaca que “em 2012, o jornal parisiense Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, permitindo que os principais maçons falassem no fórum do jornal. Um desses oficiais maçons afirmou abertamente que as leis sobre a legalização do aborto, do ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo ou ‘casamento para todos’ e a eutanásia foram elaboradas nos ‘laboratórios’ idealistas maçônicos, e com a ajuda do lobby e dos seus membros no parlamento e no governo, elas foram estabelecidas em legislação”.

Schneider deu a referência exata dessa publicação do jornal francês, dizendo que “isso pode ser lido no Le Figaro de 2012 (suplemento LE FIGARO, 20-21 Julho 2012)”.

O então Cardeal Ratzinger já estava nos anos 1980 tão preocupado com a natureza e a ação da Maçonaria que elaborou uma declaração para a Congregação para a Doutrina da Fé, da qual era prefeito, repetindo a proibição de longa data da Igreja contra a Maçonaria. Ele reafirmou que os católicos não podem ser membros da Maçonaria. No dia 26 de novembro de 1983, o Cardinal Ratzinger assinou um documento que declarava: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas.  Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão” [6].

Esse documento foi emitido porque o novo Código de Direito Canônico, que havia sido publicado naquele ano pelo Papa João Paulo II, surpreendentemente não continha uma proibição explícita contra a Maçonaria. Ele não menciona a Maçonaria nominalmente quando afirma: “Quem der o nome a uma associação que maquine contra a Igreja, seja punido com pena justa; quem promover ou dirigir tal associação, seja punido com interdito” (Cânon 1374) [7].

O Dr. Ingo Dollinger desempenhou um papel importante para restaurar claramente a proibição contra a Maçonaria de 1983. Ele foi um padre alemão de Augsburg, e conduziu as discussões entre a Conferência dos Bispos da Alemanha e as lojas maçônicas entre 1974 e 1980. Permaneceu ao final a declaração dos Bispos alemães de que a filiação em loja maçônica é “incompatível” com a fé católica (conferir esse relato para uma descrição mais detalhada do padre Dollinger [8]). De acordo com o seu secretário particular, Dollinger, após ver a ambiguidade do Código de Direito Canônico de 1983, então abordou o Cardinal Ratzinger, que constituiu uma comissão para publicar os esclarecimentos acima mencionados com a aprovação do Papa João Paulo II.

Assim, a declaração de 1983 da Congregação para a Doutrina da Fé, insistindo que a Maçonaria é incompatível com a fé católica, é mais uma prova de que o Cardeal Ratzinger estava de fato consciente da ação da Maçonaria. É então importante saber que ele pensou, pelo menos em algum momento da sua vida, que a Maçonaria era o maior perigo para a Igreja.

NOTAS.

[1]. Cf. [].

[2]. Cf. [].

[3]. Cf. [].

[4]. Cf. [].

[5]. Cf. [].

[6]. Cf. [].

[7]. Cf. [].

[8]. Cf. [].

 




«Sois um povo com uma grande responsabilidade» – Monsenhor Viganò

Monsenhor Viganò

Temos a graça de publicar uma entrevista, em exclusivo para o Dies Iræ, do Arcebispo Carlo Maria Viganò, a quem, desde já, agradecemos por toda a amabilidade demonstrada e, sobretudo, pela eloquência com que nos brinda ao analisar questões tão delicadas e complexas, garantindo-lhe a nossa oração pelo seu ministério e pelo inexcedível combate ao serviço da Verdade.

Por Dies Irae

terça-feira, 21 de abril de 2020

Excelência, muito obrigado por nos conceder esta entrevista. Estamos a braços com a epidemia do COVID-19 que, nos últimos meses, tem vindo a condicionar a vida de milhões de pessoas e, inclusive, a provocar a morte a tantas outras. Face a esta situação, a Igreja, por meio das Conferências Episcopais, decidiu praticamente encerrar todas as igrejas e privar os fiéis de acederem aos Sacramentos. No passado dia 27 de Março, perante uma Praça de São Pedro vazia, o Papa Francisco, agindo de forma manifestamente mediática, presidiu a uma presumida oração pela humanidade. Foram muitas as reações à forma como o Papa conduziu aquele momento, sendo que uma delas procurou associar a presença solitária de Francisco à Mensagem de Fátima, designadamente ao Terceiro Segredo. Concorda?

Permita-me, antes de mais, que lhe diga que estou muito feliz por conceder esta entrevista aos fiéis de Portugal, que a Santíssima Virgem prometeu preservar na Fé também nestes tempos de grande provação. Sois um povo com uma grande responsabilidade, porque podereis, em breve, ter de proteger o sagrado fogo da Religião, enquanto as outras Nações se recusam a reconhecer Cristo como seu Rei e Maria Santíssima como sua Rainha.

A terceira parte da mensagem que Nossa Senhora confiou aos pastorinhos de Fátima, para que eles a entregassem ao Santo Padre, permanece em segredo até hoje. Nossa Senhora pediu para ser revelada em 1960, mas João XXIII publicou, a 8 de Fevereiro daquele ano, um comunicado em que afirmava que a Igreja «não quer assumir a responsabilidade de garantir a veracidade das palavras que os três pastorinhos dizem que a Virgem Maria lhes dirigiu». Com este afastamento da mensagem da Rainha do Céu, deu-se início a uma operação de encobrimento, evidentemente porque o conteúdo da mensagem revelaria a terrível conspiração dos seus inimigos contra a Igreja de Cristo. Até há algumas décadas, pareceria inacreditável que pudéssemos ter chegado ao ponto de amordaçar também a Virgem Maria, mas nestes últimos anos temos também assistido a tentativas de censurar o próprio Evangelho, que é a Palavra do Seu divino Filho.

Em 2000, durante o Pontificado de João Paulo II, o Secretário de Estado, Cardeal Sodano, apresentou como Terceiro Segredo uma versão sua que, em relação a alguns elementos, apareceu claramente incompleta. Não admira que o novo Secretário de Estado, Cardeal Bertone, tenha procurado desviar a atenção sobre um evento do passado, a fim de fazer crer ao povo de Deus que as palavras da Virgem não tivessem nada que ver com a crise da Igreja e com o conluio entre modernistas e maçonaria realizado nos bastidores do Vaticano II. Antonio Socci, que investigou exaustivamente sobre o Terceiro Segredo, desmascarou este comportamento malicioso da parte do Cardeal Bertone. Por outro lado, foi o próprio Bertone a desacreditar fortemente e a censurar Nossa Senhora das Lágrimas de Civitavecchia, cuja mensagem concorda perfeitamente com o que Ela disse em Fátima.

Não esqueçamos o ignorado apelo de Nossa Senhora para que o Papa e todos os Bispos consagrassem a Rússia ao Seu Imaculado Coração, como condição para derrotar o Comunismo e o materialismo ateu: consagrar não “o mundo”, não “aquela nação que Ela quer que Lhe consagremos”, mas “a Rússia”. Custava tanto fazê-lo? Evidentemente que sim, para aqueles que não têm um olhar sobrenatural. Preferiu-se percorrer o caminho da distensão com o regime soviético, inaugurado precisamente por Roncalli, sem compreender que sem Deus não é possível paz alguma. Hoje, com um Presidente da Confederação Russa que certamente é Cristão, o pedido da Virgem poderia ser atendido, evitando posteriores infortúnios para a Igreja e para o mundo.

O próprio Bento XVI confirmou a atualidade da mensagem da Virgem, apesar de – segundo a interpretação difundida pelo Vaticano – se dever considerar cumprida. Quem leu o Terceiro Segredo disse claramente que o seu conteúdo diz respeito à apostasia da Igreja, iniciada precisamente no princípio dos anos sessenta e que, hoje, chegou a uma fase tão evidente que pode ser reconhecida por observadores seculares. Esta insistência quase obsessiva sobre questões que a Igreja condenou sempre, como o relativismo e a indiferença religiosa, um falso ecumenismo, o ecologismo malthusiano, a homoeresia e o imigracionismo, encontrou na Declaração de Abu Dhabi o cumprimento de um plano concebido pelas seitas secretas desde há mais de dois séculos.

Em plena Semana Santa e no seguimento do funesto Sínodo sobre a Amazônia, o Papa decidiu instituir uma comissão para debater e estudar o diaconado feminino na Igreja Católica. Crê que se pretende, assim, abrir caminho para uma clericalização da mulher ou, por outras palavras, para uma tentativa de adulteração do Sagrado Sacerdócio instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo em Quinta-Feira Santa?

A Ordem Sagrada não pode, nem nunca poderá ser modificada na sua essência. O ataque ao Sacerdócio esteve desde sempre no centro de ação dos hereges e do seu inspirador, e é compreensível que assim seja: atingir o Sacerdócio significa destruir a Santa Missa e a Santíssima Eucaristia e todo o edifício sacramental. Entre os inimigos jurados da Ordem Sagrada, não faltaram sequer os modernistas, obviamente, que, desde o século XIX, teorizavam uma igreja sem sacerdotes, ou com sacerdotes e sacerdotisas. Estes delírios, antecipados por alguns expoentes do Modernismo em França, ressurgiram subtilmente no Concílio, com a tentativa de insinuar uma qualquer equivalência entre o Sacerdócio ministerial, derivante da Ordem Sagrada, e o sacerdócio comum dos fiéis, derivante do Batismo. É significativo que, precisamente a jogar sobre este desejado equívoco, também a liturgia reformada tenha sido afetada pelo erro doutrinal da Lumen gentium, acabando por reduzir o Ministro ordenado a simples presidente de uma assembleia de sacerdotes. Em vez, o sacerdote é alter Christus, não por designação popular, mas por ontológica configuração ao Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, a quem deve imitar na santidade de vida e na dedicação absoluta também representada pelo Celibato.

O passo sucessivo deveria necessariamente cumprir-se, se não com a eliminação do Sacerdócio em si, pelo menos tornando-o ineficaz, alargando-o às mulheres, que não podem ser ordenadas: exatamente o que aconteceu nas seitas protestantes e anglicanas, que hoje também experimentam a embaraçante situação de ter bispas lésbicas na chamada igreja de Inglaterra. Mas é evidente que o “pretexto” ecumênico – ou seja, o aproximar-se às comunidades dissidentes e adquirir até os erros mais recentes – tem na base o ódio de Satanás ao Sacerdócio e conduziria inevitavelmente a Igreja de Cristo à ruína. Por outro lado, também o Celibato eclesiástico é objecto do mesmo ataque, porque é próprio e distintivo da Igreja Católica e constitui uma preciosa defesa do Sacerdócio que a Tradição zelosamente guardou ao longo dos séculos.

A tentativa de introduzir uma forma de ministério ordenado feminino na Igreja não é recente, não obstante as repetidas declarações do Magistério. Até João Paulo II definiu, de modo inequívoco, e com todos os requisitos canônicos de uma declaração infalível ex Cathedra, que não é absolutamente possível questionar a doutrina sobre este argumento. Mas como se pôde servir do Catecismo para declarar a pena de morte “não conforme ao Evangelho” – algo inédito e herético –, hoje está-se a tentar criar ex novo uma qualquer forma de diaconado feminino, evidentemente preparatória a uma futura introdução do sacerdócio feminino. A primeira comissão criada por Bergoglio há alguns anos, deu parecer negativo, confirmando o que, para além disso, nem deveria ser objecto de discussão; mas se aquela comissão não pôde obedecer aos desejos de Francisco, isto não significa que não possa fazê-lo uma outra comissão, cujos membros, escolhidos por ele, sejam mais “dóceis” e desinibidos na demolição de um outro pilar da Fé católica. Não duvido que Bergoglio disponha de métodos persuasivos e que possa exercer formas de pressão sobre a comissão teológica; mas estou igualmente certo de que, na eventualidade que este órgão consultivo devesse dar um parecer favorável, não se deveria necessariamente chegar a uma declaração oficial do Papa para se ver multiplicar diaconisas nas Dioceses da Alemanha ou da Holanda, no silêncio de Roma. O método é conhecido e, por um lado, permite atingir o Sacerdócio, e, por outro, dar um cómodo álibi àqueles que, dentro da estrutura eclesial, poderão sempre apelar ao facto de que “o Papa não permitiu nada de novo”. Fizeram o mesmo ao autorizar as Conferências Episcopais a legislar autonomamente sobre a Comunhão na mão, que, imposta pelo abuso, hoje se tornou prática universal.

Deve-se dizer que esta vontade de promover as mulheres na hierarquia trai a inquietação de seguir a mentalidade moderna, que tirou à mulher o seu papel de mãe e esposa para desestruturar a família natural.

Recordemos que esta abordagem dos dogmas da Igreja confirma um facto inegável: Bergoglio adaptou a chamada teologia da situação, cujos lugares teológicos são factos ou assuntos acidentais: o mundo, a natureza, a figura feminina, os jovens… Teologia esta que não tem como próprio centro fundante a verdade imutável e eterna de Deus, mas, pelo contrário, parte da constatação da urgência obrigatória dos fenômenos para dar respostas coerentes com as expectativas do mundo contemporâneo.

Excelência, segundo historiadores de reconhecido mérito, o Concílio Vaticano II representou uma ruptura da Igreja com a Tradição, daí o aparecimento de correntes de pensamento que querem transformá-la numa mera “associação filantrópica” que abrace o mundo e a sua utopia globalista. Como vê este grave problema? 

Uma igreja que se destaca como nova em respeito à Igreja de Cristo, simplesmente não é a Igreja de Cristo! A Religião Mosaica, ou seja, a “igreja da antiga lei”, querida por Deus para conduzir o Seu povo até à vinda do Messias, teve o seu cumprimento na Nova Aliança e foi definitivamente revogada, no Calvário, pelo sacrifício de Cristo: do Seu lado nasce a Igreja da Nova e Eterna Aliança, que substitui a Sinagoga. Parece que também a igreja pós-conciliar, modernista e maçónica, ambiciona a transformar, a superar a Igreja de Cristo, substituindo-a por uma “neo-Igreja”, criatura deformada e monstruosa que não vem de Deus.

O objectivo desta neo-Igreja não é levar o povo eleito a reconhecer o Messias, como para a Sinagoga; não é converter e salvar todos os povos antes da segunda vinda de Cristo, como para a Igreja Católica, mas constituir-se como braço espiritual da Nova Ordem Mundial e defensor da Religião Universal. Neste sentido, a revolução conciliar teve que primeiro demolir o legado da Igreja, a sua Tradição milenar, da qual extraía a própria vitalidade e autoridade como Corpo Místico de Cristo, para depois se livrar dos expoentes da antiga Hierarquia, e só recentemente começou a propor-se, sem pretensão, para aquilo que pretende ser.

Aquilo a que chama utopia é, na verdade, uma distopia, porque representa a concretização do plano da Maçonaria e a preparação do advento do Anticristo.

Também estou convencido de que a maioria dos meus Irmãos e, mais ainda, a quase totalidade dos sacerdotes e dos fiéis não estão absolutamente cientes deste plano infernal, e que os acontecimentos recentes tenham aberto os olhos a muitos. A sua fé permitirá a Nosso Senhor reunir o pusillus grex em torno do verdadeiro Pastor antes do confronto final.

Para restaurar o antigo esplendor da Igreja, será preciso pôr em causa muitos aspectos doutrinais do Concílio. Que pontos do Vaticano II poria em causa?

Creio que não faltam personalidades eminentes que expressaram melhor do que eu os pontos críticos do Concílio. Há quem acredite que seria menos complicado e certamente mais inteligente seguir a prática da Igreja e dos Papas como foi aplicada com o Sínodo de Pistoia: também nele havia algo de bom, mas os erros que afirmava foram considerados suficientes para deixá-lo cair no esquecimento.

O atual Pontificado representa o culminar de um processo que se abre com o Concílio Vaticano II, desejado no chamado “Pacto das Catacumbas”, ou ainda está numa fase intermédia?

Como é próprio de cada revolução, os heróis da primeira hora acabam frequentemente por ser vítimas do seu próprio sistema, como aconteceu com Robespierre. Quem ontem era considerado o porta-estandarte do espírito conciliar, hoje quase parece um conservador: os exemplos estão à vista de todos. E já há aqueles que, nos círculos intelectuais do progressismo (como o frequentado por um certo Massimo Faggioli, altivo no nome mas dissonante no sobrenome), começam a propagar aqui e ali algumas dúvidas sobre a real capacidade de Bergoglio para fazer “escolhas corajosas” – por exemplo, de abolir o Celibato, de admitir mulheres ao Sacerdócio ou de legitimar a communicatio in sacris com os hereges – quase desejando que ele se afaste para fazer eleger um Papa ainda mais obediente àquelas elites que tinham no Pacto das Catacumbas e na máfia de São Galo os seus adeptos mais inescrupulosos e determinados.

Excelência, atualmente, nós, católicos, sentimo-nos frequentemente isolados pela Igreja e quase abandonados pelos nossos Pastores. O que pode Vossa Excelência dizer aos hierarcas e aos fiéis que, não obstante a confusão e o erro que se estão a difundir na Igreja, procuram perseverar nesta dura batalha de conservar a integridade da nossa Fé?

As minhas palavras seriam, certamente, inadequadas. O que me limito a fazer é repetir as palavras de Nosso Senhor, Verbo eterno do Pai: E Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo. Sentimo-nos isolados, certo: mas não se sentiram assim também os Apóstolos e todos os Cristãos? Não se sentiu abandonado, no Getsémani, até mesmo Nosso Senhor? São os tempos da provação, talvez da provação final: devemos beber o cálice amargo e, mesmo que seja humano implorar ao Senhor que o afaste de nós, devemos repetir com confiança: Não se faça, contudo, a minha vontade, mas a Tua, recordando as Suas reconfortantes palavras: No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo. Depois da provação, por mais dura e dolorosa que seja, está preparado para nós o prémio eterno, que ninguém nos poderá tirar. A Igreja voltará a brilhar com a glória do seu Senhor depois deste terrível e prolongado Tríduo Pascal.

Mas se a oração é, certamente, indispensável, não nos devemos eximir de combater o bom combate, fazendo-nos testemunhas de uma corajosa militância sob o estandarte da Cruz de Cristo. Não nos deixemos ser apontados, como fez a criada com São Pedro, no pátio do sumo sacerdote: «Também tu estavas com Jesus, o Galileu», para depois negar Cristo. Não nos deixemos intimidar! Não permitamos que se ponha a mordaça da tolerância a quem quer proclamar a Verdade! Peçamos à Virgem Maria que a nossa língua possa proclamar com coragem o Reino de Deus e a Sua Justiça. Que se renove o milagre da Lapa, quando Maria Santíssima deu voz à pequena Joana, nascida muda. Possa Ela, novamente, dar-nos voz também a nós, Seus filhos, que ficámos mudos durante muito tempo.

Nossa Senhora de Fátima, Rainha das Vitórias, Ora pro nobis.

FONTE:




Rosário Missionário: O rosário segundo Miryam

Francisco José Lembi

Francisco Lembi

“Este Rosário foi composto por inspiração de Nossa Senhora, e Daniel (Raymundo Lopes) deveria iniciar sua reza com o Grupo Missionário antes do final de janeiro de 2017. Assim ele o fez e assim passa a ser nos dias 25 de cada mês. Se prestarmos atenção veremos que o Pai-Nosso e a Ave-Maria estão aqui expressos de forma diferente, mas mantidos na essência.

Vemos que o Pai-Nosso começa com a palavra Paizinho, manifestando afeto, carinho, intimidade. Assim Yeshua havia ensinado a Miryam, sua mãe terrena, quando aqui esteve na condição humana. E assim a doce e serena Senhora o rezava.

Mas, por que não foi assim rezado por todos, desde então? A resposta pode ser dada por outra pergunta: Estaria esta humanidade decaída, tão pecadora e afastada do Criador apta a assim se dirigir ao Pai? Por que então, agora, a bela Senhora nos dá a conhecê-la?

Estamos às portas dos novos tempos. Dois mil anos de purificação da humanidade, desde a descida do Espírito Santo dando início à 3ª Aliança, que ainda passará pelas grandes tribulações até o retorno glorioso de Yeshua, que virá reclamando o elo perdido no Paraíso, restituindo à humanidade a capacidade plena do intelecto, elevando-a espiritualmente e oportunizando a 4ª Aliança, esta com a Trindade. E o homem novo, com Lúcifer desterrado de seu coração, estará vivendo na intimidade de Deus. Aí então poderá rezar esta linda oração, como Miryam:
Paizinho, …”

 

 

Raymundo Lopes

Raymundo Lopes

“Deus me livre, mas não quis e não quero alterar o Rosário, somente desejo obedecer o que a Doce e Serena Senhora me pediu, e tenho a certeza que ela pensa igual a mim.

Peço às pessoas que reflitam sobre suas palavras e procurem saborear o modo de falar e a delicadeza do linguajar de Miryam.
Não sou suficiente inteligente, mas sinto que, seguindo os passos de Yeshua, que capacitou Miryam para esta tarefa, tudo se explicará.

Este livro não é um compêndio de teologia, entretanto, será um caminho para testemunhar enganos que, como
diz o ditado, acaba virando verdade.

Escrevo visando transformar o mundo. Sei que isso é impossível, mas se eu não tiver coragem de enfrentar a jararaca que deseja morder o calcanhar de Miryam, quem? Quem neste tempo incrédulo fará?

Bom, está aí o resultado de minhas experiências.

Que Deus nos ilumine!!”

Raymundo Lopes

 

Acesse o link abaixo e baixe o livreto:

Livreto Rosário Missionário: O rosário segundo Miryam

 

 




Se Bento XVI continua sendo Papa, então o Papado morre com ele.

Bento XVI

Os efeitos lógicos da adesão à tese de que Bento XVI continua sendo Papa são algo estarrecedores. E a verdade é esta: caso Bento XVI seja o Papa de fato, isso pode significar que ele talvez seja o último Papa.

Infovaticana, 08 de março de 2020.

[].

Tradução. Bruno Braga.

 

Para o bem ou para o mal, todas as decisões sérias da vida têm efeitos palpáveis. As ideias, as palavras, as omissões e as ações podem ter consequências catastróficas. Muitos, na Igreja Católica, estão tomando decisões sérias. A escolha é crer que Bento, um homem que ainda vive no Vaticano e veste branco, permanece como Papa Bento XVI.

Essa escolha pode ser baseada em uma série de fatores [1]: a diferença entre renunciar ao “ministério” e renunciar ao “ofício”, que é insuficiente para a renúncia; que Bento secretamente enganou o seu rebanho com uma falsa renúncia; que foi pressionado a renunciar ao Papado, invalidando assim a sua renúncia, embora essa afirmação não possa ser provada.

O objetivo deste artigo não é questionar os atuais argumentos sobre a renúncia de Bento. Isso foi tentado, é entediante fazê-lo, e deixo para quem ainda quer debater sutilezas. A Igreja já sofreu bastante. O propósito aqui é examinar os efeitos lógicos da adesão à hipótese de que Bento continua sendo o Papa.

Eu admito: é tentador pensar que Bento ainda é o Papa. Embora tenha verdade o paradoxo de que o Papa Francisco expôs a corrupção na Igreja, como não compreender que um católico deseje voltar aos dias do amável Bento? Se apenas pudéssemos tocar os sapatos vermelho-rubi de Bento [2], repetir que não há lugar como Roma e ter Bento como Papa, o alívio seria assombroso. Desapareceriam as notas de rodapé de Amoris Laetitia [3], os elogios de Jeffrey Sachs à Laudato si [4] ou as estupidezes litúrgicas da Querida Amazônia [5]; e tampouco estaríamos apertando os punhos, enojados, com a afirmação de que Deus deseja uma pluralidade de religiões [6]. A Igreja na China não estaria à mercê dos caprichos do regime comunista [7], e talvez, sendo o melhor de tudo, Austen Ivereigh teria um aspecto sombrio de terror misturado com pânico [8]. Certamente, é tentador. Os problemas reais seriam resolvidos se Bento continuasse sendo o Papa.

Mas também surgem problemas, quando se invoca a realidade, e se fica entre a cruz e a espada. Se Bento continua sendo o Papa, os efeitos são catastróficos.

Alguns são menos graves, se é que se pode considerar menos grave o fato de que 99,9% da Igreja Católica estaria seguindo um antipapa. Refiro-me sobretudo à desunião do Sagrado Sacrifício da Missa. Se Bento continua sendo o Papa, 99,9% das Missas invocam um antipapa no Te igitur. O Sacrifício da Unidade seria oferecido para nossa própria condenação. O Catecismo do Concílio de Trento, citando o Optatio de Milevi, adverte que “seria cismático e prevaricador o que contra a única Cátedra [de Pedro] colocasse outra” (Artigo IX). É inimaginável a ideia de que 99,9% da Igreja Católica invoca um antipapa na Missa.

Com isso, o Bispo mencionado na Missa é o Bispo real da diocese? Se Bento continua sendo o Papa, as nomeações de Bispos por Francisco são nulas. O Cardeal Donald Wuerl permanece Arcebispo de Washington? Eu aposto que ele gostaria. O Cardeal (supostamente não-Cardeal) Base Cupich continua, em uma posição precária, Bispo de Spokane, e permanece vacante a Arquidiocese de Chicago? Muitas dioceses teriam um pseudo-pastor como máxima autoridade.

Quantos novos Bispos teriam sido ordenados desde 2013 sem a aprovação expressa do Papa? Se Bento continua sendo o Papa, então temos centenas de ordenações episcopais ilícitas. Um desses Bispos seria o amado pela mídia, Robert Barron [9] – embora duvide que a condição cismática pudesse dissuadir o Congresso de Educação Religiosa de Los Angeles a rejeitá-lo [10].

Considerações desse tipo traem uma Igreja que está no caos, e atacam sua organização e governo. Mas é possível remediar essas noções. Talvez outro Papa, no futuro, declare com caráter retroativo que todas as nomeações e ordenações do passado foram legítimas, inclusive a dos Bispos ordenados por Marcel Lefebvre, em 1988, e que foram excomungados. As excomunhões foram levantadas em 2009, e por Bento XVI. Um Papa pode fazê-lo [11].

Um Papa pode fazê-lo, mas que Papa? Devemos considerar não só o que está acontecendo, se Bento é Papa, mas também o que acontecerá quando ele morrer.

Temos que ser realistas. Quando Bento morrer, os Cardeais não se reunirão em Roma para eleger um novo Papa. Não farão a recontagem de votos, não irão anunciar Habemus Papam ou declarar sua obediência a um novo homem vestido de branco. Celebrarão um funeral por Bento. Possivelmente, dirão algumas palavras vazias em sua honra e seguirão em frente com a Igreja, livres por fim de sua presença. Em outras palavras, quando Bento morrer, a Igreja seguirá adiante, com Francisco como Papa. Para os que acreditam que Bento continua sendo Papa, a sede estará vacante.

O mais importante: o que acontecerá quando Francisco morrer? Os mesmos Cardeais se reunirão em Roma para eleger um novo Papa, porque isso é o que sempre fizeram. Serão 124 Cardeais com direito a voto [12]; 66 deles foram nomeados por Francisco. Os votos dos Cardeais nomeados em data anterior a 2013 e os Cardeais “inválidos” de Francisco estarão misturados, e não será possível distinguir uns dos outros. Depois será declarado Habemus Papam e um novo Papa tomará um novo nome. Ele levará adiante a Igreja, independentemente do quão feliz ou danoso for o seu caminho.

O que queremos dizer com tudo isso?

Se Bento XVI continua sendo o verdadeiro Papa da Igreja Católica, é necessário que algo aconteça, e logo. Talvez que Bento rompa seu silêncio e que, contradizendo suas declarações passadas, explique que o obrigou a renunciar contra a sua vontade ao seu ofício (ou deveria dizer ao seu ministério?). Talvez vir à luz nova documentação ou novas revelações que abalem os alicerces da Igreja, e que levarão a um Conclave sem a presença de Francisco. Talvez. Seja lá o que for, deve mudar profundamente a Igreja Universal, e deve acontecer logo.

Bento não parece ter pressa em lançar uma bomba. Em uma carta de 07 de fevereiro de 2018, ele explicou: “Posso apenas dizer que com a diminuição progressiva das minhas forças, interiormente estou peregrinando à minha Casa. É uma enorme graça para mim estar rodeado neste último trecho do caminho, às vezes fatigoso, com tanto amor e tanta bondade, inimagináveis… Com os meus melhores votos”.

Em outras palavras, com os meus melhores votos, e não esperemos que ele “salve” a situação. A realidade é esta: se acreditamos que Bento continua sendo o Papa, isso pode significar que ele talvez seja o último Papa. “O poder do inferno não irá derrotá-La”?

Termino dizendo que sim, o Papa Francisco está causando grande sofrimento e confusão. Uma mente racional não pode negar essa evidência. Mas, um dia, ele passará deste mundo ao Pai. Talvez no futuro outro Papa condene alguns ou todos os erros de nosso tempo. Deus queira. Por isso, realmente precisamos agora de um Papa a quem possamos perguntar: é melhor ter um Papa futuro que condene um Papa passado, ou não ter Papa nenhum? Quando enfrentamos decisões sérias, temos que considerar as consequências.

E quando estivermos presos entre a cruz e a espada, devemos escolher sempre a Cruz.

Publicado originalmente por Dan Millete em OnePeterFive [14], reproduzido com tradução para o espanhol em Infovaticana [15].

 

NOTAS.

[1]. cf. [].

[2]. cf. [].

[3]. cf. [].

[4]. cf. [].

[5]. cf. [].

[6]. cf. [].

[7]. cf. [].

[8]. cf. [].

[9]. cf. [].

[10]. cf. [].

[11]. cf. [].

[12]. cf. [].

[13]. cf. [].

[14]. cf. [].

[15]. cf. [].




Clérigo maçom recruta maçons

Clérigo maçom

Um clérigo maçom, funcionário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, está utilizando sua posição para recrutar maçons na Cúria Romana, segundo revelaram fontes bem informadas.

 

Religión la Voz Libre, 23 de fevereiro de 2020.

[].

Tradução. Bruno Braga.

Um clérigo maçom, funcionário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, está utilizando sua posição para recrutar maçons na Cúria Romana, segundo revelaram fontes bem informadas.

Católicos indignados pediram a excomunhão do padre Michael Weninger, depois que o Church Militant relatou que o clérigo vaticano, um franco-maçom, publicou um livro de 500 páginas reivindicando desafiadoramente que os católicos poderiam se unir a uma loja maçônica e “certamente não” serem excomungados.

O sacerdote austríaco, que foi declarado capelão maçom de três lojas, lançou sua tese doutoral de 500 páginas no formato popular Loge und Altar: Über die Ausöhnung von Katholischer Kirche und regulärer Freimaurerei (tradução livre: “Loja e Altar: Sobre a reconciliação da Igreja Católica e a Maçonaria regular”).

Weninger afirmou que a confusão sobre se os maçons católicos são excomungados provém de uma contradição entre o Código de Direito Canônico de 1983 – que, segundo ele, eliminou a condenação da Maçonaria contida no Código de 1917 – e uma declaração condenatória da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), também de 1983.

Um especialista em Direito Canônico, no entanto, demoliu a afirmação de Weninger como uma “bobagem”. Falando com o Church Militant, sob a condição do anonimato, o canonista insistiu que “o Código de Direito Canônico da Igreja Católica Romana estabelece que uma censura de excomunhão para os maçons ocorre automaticamente (latae sententiae), conforme o cânon 1364, §1, CIC 1983, pois os maçons constituem uma seita herética, e a Maçonaria universal é um sistema de crenças heréticas”.

O cânon 1364, §1, estabelece o seguinte: “Sem prejuízo do cân. 194, § 1, n.° 2, o apóstata da fé, o herege e o cismático incorrem em excomunhão latae sententiae; o clérigo pode ainda ser punido com as penas referidas no cân. 1336, § 1, ns. l, 2 e 3”.

“Isso resulta claramente da Relatio da Comissão do Código Pontifício, publicada em 1981”, explicou.

“É uma bobagem referir-se à revogação da lei. 2335 CIC 1917 [sobre a “filiação a sociedades maçônicas ou similares”] como uma forma de reabilitar a Maçonaria, porque o cânon 1374 inclusive castiga qualquer católico que esteja registrado como maçom com uma pena ferendae sententiae”. Uma excomunhão ferendae sententiae vem depois de um juízo canônico formal, e é frequentemente um assunto de registro público.

“Portanto, o Código de 1983 prevê duas penas, e não somente a única censura que o Código de 1917 previa”, declarou categoricamente.

Fontes também advertiram que não se deviam fazer no Vaticano declarações bombásticas sobre a posição de Weninger, o que justificaria suas recentes afirmações sobre a compatibilidade entre o Catolicismo e a Maçonaria.

“Weninger aparece na página 1214 do Anuário Pontifício, edição 2019, como “Addetto di Segreteria” (secretário). Não é um membro, nem um superior, ou sequer um funcionário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. É um funcionário de nível básico”, disse uma fonte.

O especialista também questionou as qualificações de Weninger para tratar de Direito Canônico, uma disciplina muito complexa.

“O doutorado de Weninger é em espiritualidade, ele não tem experiência em Direito Canônico. Suas afirmações de que as crenças da ‘seita maçônica’ são reconciliáveis com o Catolicismo, que os maçons podem receber a Sagrada Comunhão em violação da lei 915 CIC 1983, e sobretudo que os maçons não são automaticamente excomungados são perigosas e insustentáveis”, disse.

O Dr. Taylor Marshall, apologista católico e episcopal convertido ao Catolicismo, disse ao Church Militant que a franqueza de Weninger sobre sua própria Maçonaria e seu livro, que recomenda a religião maçônica aos católicos, são uma prova da infiltração maçônica na Igreja.

Marshall observou a respeito do seu livro, Infiltración: The Plot to Destroy the Church from Within, publicado em 2019, que alguns especialistas da esquerda se apressaram em descartá-lo como “teoria da conspiração”.

“Em menos de um ano vimos novos frutos podres expostos em praça pública desde os detalhes de McCarrick até o culto à Pachamama. Agora temos uma confirmação explícita do que São Pio X nos advertiu: a Maçonaria vive dentro da Igreja como um parasita em seu hospedeiro”, confirmou.

Marshall relatou como “o Papa Pio IX, o Papa Leão XIII e o Papa São Pio X, esses três Papas, falaram abertamente e em documentos magisteriais contra a Maçonaria e as sociedades secretas que fazem guerra contra a Igreja Católica e suas doutrinas”.

Oito Papas, no curso de 200 anos, emitiram 20 interditos legais condenando a Maçonaria, e nunca revogaram nenhum dos pronunciamentos.

Em 2013, o Bispo Yves Boivineau de Annecy, no sudeste da França, suspendeu o padre Pascal Vesin, de 43 anos, por pertencer a uma loja maçônica do Grande Oriente da França. O sacerdote foi destituído de seus deveres ministeriais apenas depois de repetidamente se negar a renunciar à Maçonaria.

Vesin foi declarado maçom por uma carta anônima, enviada à Nunciatura Apostólica de Paris, e foi suspenso por ordem da Congregação para a Doutrina da Fé. Uniu-se à loja em 2001, cinco anos depois de sua ordenação, em 1996.

Em uma amostra descarada de insolência, Vesin fez uma “peregrinação” de 40 dias a pé até Roma, para defender seu caso diante do Santo Padre.

O Papa Francisco se negou a reunir-se com ele e, através de certos contatos na Cúria, Vesin conseguiu apenas uma reunião com o subsecretário da CDF.

O livro dos jornalistas italianos Giacomo Galeazzi e Ferruccio Pinotti, de 2013, descreveu o alcance da infiltração maçônica no Vaticano.

Em Vaticano Massone: Um patto segreto e uma finta inimicizia (tradução livre: “Vaticano maçom: Um pacto secreto e uma falsa inimizade”), os autores questionaram abertamente o Grão-mestre católico Vincenzo Di Benedetto, chefe da Sereníssima Grande Loja da Piazza del Gesù:

“Várias fontes indicam a existência de lojas maçônicas também no Vaticano. Considera possível? Ele respondeu sem hesitar: ‘Sim, absolutamente, independentemente de utilizar o nome [maçom] ou não’”.




A rica Igreja alemã patrocina o cisma assim…

Igreja alemã

Há décadas a Igreja alemã patrocina a Teologia da Libertação pelo mundo, conta Maike Hickson no seu artigo para o LifeSiteNews. A Conferência Episcopal Alemã tem duas agências especificamente dedicadas à “missão”: Adveniat e Misereor.

Gabriel Ariza.

Infovaticana, 08 de outubro de 2019.

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Tradução. Bruno Braga.

 

Há décadas a Igreja alemã patrocina a Teologia da Libertação pelo mundo, conta Maike Hickson, no seu artigo para o LifeSiteNews.

A Conferência Episcopal Alemã tem duas agências especificamente dedicadas à “missão”: Adveniat e Misereor.

Estes são apenas alguns exemplos de como a Igreja alemã há décadas financia sua rede eclesial, paralela à fé católica, pelo mundo.

Adveniat:

. Ao longo dos anos, concedeu ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) euros para obras missionárias e educativas, mas também políticas (como defender os direitos dos indígenas na capital Brasília);

. Só em 2018, pagou euros ao CELAM para diversos projetos;

. Entre 2008 e 2018, patrocinou a Ameríndia com euros;

. Entre 1982 e 1990, concedeu euros à Concilium, publicação teológica de Leonardo Boff;

. Desde 1997, financia o Instituto Bartolomé de Las Casas, fundado por Gustavo Gutiérrez, em Lima, Peru, com uma soma de euros destinados a 23 projetos.

MISEREOR.

. Ralph Allgaier, porta-voz da Misereor, disse ao portal LifeSiteNews: “O CIMI é uma organização associada à Misereor há muito tempo”. Desde os anos 1980 até hoje, a Misereor contribuiu com a soma total de euros para os projetos do CIMI, incluindo obras educativas e missionárias;

. A Misereor patrocinou nas últimas duas décadas 39 projetos do CELAM (para questões educativas e políticas) com uma cifra total de ,51 euros. Ralph Allgaier ressalta: “Durante décadas, a Misereor foi muito ativa na Amazônia, ou na América Latina, em nível de conferências episcopais, como Medellin (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007). Aparecida colocou em evidência a situação especial da Amazônia e decidiu que a Igreja tinha que tomar medidas a respeito”.

. Ameríndia: “A Misereor apoia a Ameríndia por um pedido dos Bispos da América Latina [sic]”, explica Allgaier. “A Ameríndia recebeu apoio sobretudo das conferências de Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007). Por fim, o Cardeal Óscar Rodriguez Maradiaga SDB, como presidente do CELAM, apoiou em 2007 a Ameríndia como [complemento] da conferência episcopal da América Latina”. Desde 2006, a Misereor financiou a Ameríndia com euros.

. De 1998 a 2017, o Instituto Bartolomé de las Casas, de Gustavo Gutiérrez, recebeu a soma de ,35 euros, com uma parte utilizada para estabelecer comunidades de base.

 

O método utilizado pela Adveniat e pela Misereor para estender os seus tentáculos pelo Terceiro Mundo recorda o modus operandi da Comunidade Santo Egídio, outro lobby eclesial que, mediante a ajuda ao desenvolvimento, constrói uma rede de interesses ideológicos que chega a Bispos e Cardeais de toda a África.

Por fim, patrocinam grandes obras sociais em dioceses pobres com a contra-prestação tácita de que o Bispo ou Cardeal dessa diocese receba a doutrina e coloque seus centros de formação nas mãos dos teólogos designados pela Igreja alemã.

Assim, em 30 anos, conseguiram que o Reno desembocasse no Amazonas.

 




O Sínodo da Amazônia será cismático?

Sínodo Pan-Amazônico

Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático.

Roberto de Mattei.

Adelante la fé, 12 de setembro de 2019.

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Tradução. Bruno Braga.

 

 

Nos dias 06 e 07 de setembro, o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) se reuniram em Bogotá para falar do Sínodo de Bispos que será realizado no Vaticano entre 06 e 27 de outubro com o título “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

No comunicado final da reunião, o presidente do CELAM, Monsenhor Miguel Cagrejos, e o presidente do REPAM, o Cardeal Cláudio Hummes, após expressarem “alegria pela convocação do Sínodo pelo Santo Padre”, reiteram sua “esperança de seguir promovendo uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena, para continuar o processo na implementação”.

Por ocasião do encontro com o Papa, o recém-nomeado Cardeal Michael Czerny, secretário especial para o Sínodo da Amazônia, declarou: “Amazônia é a primeira palavra do nome do Sínodo. Pode-se afirmar que a Amazônia, com os seus povos, sua realidade, território, habitantes, é o tema do Sínodo, é o seu tema central. Por isso, como primeira, ou melhor, como primeiríssima preocupação está a população, os povos, principalmente os povos indígenas”.

No entanto, como sempre acontece nesses encontros, o importante não são as declarações oficiais, mas as reuniões privadas entre os homens-chave e os documentos que circulam entre eles tendo em vista organizar melhor a estratégia com a qual possam alcançar seus objetivos.

Um desses documentos, intitulado Rumo ao Sínodo Pan-Amazônico: desafios e contribuições a partir da América Latina e do Caribe, é fruto de uma reunião anterior realizada também na capital da Colômbia, no último mês de abril, por iniciativa das organizações Ameríndia [1] e REPAM [2]. O LifeSiteNews publicou no último dia 03 de setembro este artigo [3], e revelou que no encontro de Bogotá estiveram presentes quatro personagens encarregados pelo Papa Francisco da preparação do Sínodo: o padre Paulo Suess, colaborador próximo do Bispo Erwin Kräutler, membro do conselho pré-sinodal; Maurício López, secretário da REPAM e membro também do mencionado conselho; o padre Justino Sarmento Rezende, assessor indígena; e Peter Hughes, também assessor.

Esses quatro senhores seriam os principais redatores do Instrumentum laboris, com o qual trabalharão os padres sinodais em outubro. Como apontam Maike Hickson e Matthew Cullinan Hoffman, autores do artigo publicado pelo LifeSiteNews, o documento de Bogotá tem por objetivo solapar ou inverter os elementos fundamentais da doutrina católica, sustentando que a Igreja não tem o monopólio da salvação, e que o pluralismo e a diversidade de religiões são expressões de uma sábia vontade divina; que as religiões não cristãs têm capacidade para proporcionar a salvação, e que é preciso revalorizar as tradições religiosas pagãs dos indígenas amazônicos; o texto redefine a Eucaristia como ato simbólico da comunidade; ataca o sacerdócio hierárquico do Novo Testamento e prevê a criação de novos ministérios para os leigos, assim como a possibilidade de ordenação de diaconisas e a ordenação sacerdotal de homens casados; promove também uma nova teologia indigenista, feminista e ecológica, e se propõe a exportar esse modelo para criar uma Igreja de rosto amazônico.

Por sua vez, o Cardeal Müller assinalou: “Se na Amazônia são ordenados sacerdotes homens dignos que vivem em uniões declaradamente estáveis (sejam eles matrimônios canonicamente válidos ou não?) a fim de proporcionar (!) sacramentos aos fiéis, inclusive sem formação teológica (IL 129, 2), por que isso não seria um incentivo para introduzir os viri probati na Alemanha, onde a sociedade já não aceita o celibato e onde muitos teólogos casados estariam dispostos a ocupar como sacerdotes postos vacantes entre o clero celibatário?” [4]

No dia 14 de agosto, em Bogotá, que está se transformando em um dos principais centros de difusão dos erros amazônicos, Isidoro Jajoy, feiticeiro da tribo colombiana inga, concedeu sua bênção a religiosos de ambos os sexos em um dos jardins da sede da Conferência Episcopal Colombiana durante uma das reuniões preparatórias para o Sínodo. A foto viralizou e confirma até que ponto chegou o processo de alteração e constituição da doutrina da Igreja [5]. Está certo o Arcebispo José Luis Azcona, Bispo emérito da Prelazia de Marajó, na região amazônica brasileira, que em uma entrevista concedida à ACIDigital manifestou o seu temor quanto ao perigo de um cisma [6].

Da mesma forma, na Alemanha, o Cardeal Rainer Woelki, Arcebispo de Colônia, expressou em suas declarações ao Kirchenzeitung Köln o seu temor de que “o caminho sinodal empreendido pelo episcopado alemão conduza a um cisma na Igreja alemã e na universal” [7]. É comum na história da Igreja que os cismas precedam as heresias, como aconteceu com o cisma anglicano no século XVI.

Hoje, a difusão de erros e heresias precede a formação de uma fratura eclesial, também porque é frequente que, além da Igreja que confronta o Papa, alguns Bispos em nome do Papa preparam sua separação da Igreja. O que fará o Pontífice Bergoglio se o confronto for aberto? No dia 10 de setembro, no avião que o levava de volta a Roma após sua viagem à África, o Papa declarou: “Rezo para que não aconteça, mas não tenho medo de que haja um cisma na Igreja”. Para o mesmo Papa, a possibilidade de uma divisão intereclesial não é remota. Porém, o Vigário de Cristo se equivoca ao não temer uma separação no Corpo Místico.

Os católicos que amam de verdade a Igreja têm horror aos cismas e heresias, e estão dispostos a defender até a última gota do seu sangue a pureza e a integridade dos ensinamentos de Cristo. Por essa razão, aumenta a resistência a um Sínodo que poderia passar para a história como o Sínodo cismático da Amazônia.

Se os erros panteístas, pelagianos e luteranos do documento de Bogotá e do próprio Instrumentum laboris não forem corrigidos, o Sínodo da Amazônia corre o risco de transformar-se em um Sínodo abertamente cismático, como o foram o filo-ariano de Milão (355), o monofisita de Éfeso (449), o nestoriano de Constantinopla (553), o conciliarista da Basileia (1438) e o jansenista de Pistoia (1786).

Na luta contra o arianismo, poucos foram os Bispos, entre eles Santo Eusébio de Vercelli e São Paulino de Tréveris, que no século IV em Milão tiveram a coragem de enfrentar a assembleia e o imperador Constâncio II, que convocou o Sínodo e pretendia impor a ele a sua vontade política.

Parece que hoje também são poucos os Cardeais e Bispos que estão dispostos a fazer frente à política do Papa Francisco com o heroísmo exigido pelas circunstâncias. No entanto, crescem as manifestações de fidelidade à Igreja por parte de sacerdotes e leigos, e não só nos Estados Unidos, como disse o Santo Padre, mas em todos os países. Somos filhos de uma Igreja militante que não acolhe nem dá abrigo ao erro, mas o combate e defende a verdade. Uma Igreja que quer conquistar as almas e toda a sociedade para Cristo. Uma Igreja que se afasta de quem no seu foro íntimo professa outra religião. Uma Igreja que confiamos à Santíssima Virgem Maria para que a proteja com os seus anjos nas próximas e decisivas semanas.

 

 

NOTAS.

[1]. cf. [].

[2]. cf. [].

[3]. cf. []. [NT] Sobre este artigo e a reunião de Bogotá, leia: “Publicam um documento para o Sínodo da Amazônia que mudaria a doutrina católica” [].

[4]. cf. [].

[5]. cf. [].

[6]. cf. [].

[7]. cf. [].




Na Amazônia, diáconos já celebram a “missa”. E o Papa sabe…

Amazônia

Há alguns dias circula na internet um vídeo em que um sacerdote italiano muito conhecido, dos mais próximos de Jorge Mario Bergoglio, diz que na Amazônia a celebração da “missa” por diáconos casados já é uma realidade, e tem a autorização dos Bispos locais. Informado disso, o Papa Francisco teria dito: “Vá em frente!”.

Sandro Magister.

10 de setembro de 2019.

[].

 

Há alguns dias circula na internet um vídeo em que um sacerdote italiano muito conhecido, dos mais próximos de Jorge Mario Bergoglio, diz que na Amazônia a celebração da “missa” por diáconos casados já é uma realidade, e tem a autorização dos Bispos locais. Informado disso, o Papa Francisco teria dito: “Vá em frente!”.

O autor dessa revelação explosiva não é uma pessoa qualquer. Trata-se de Giovanni Nicolini, 79 anos, admirado sacerdote da Arquidiocese de Bolonha, cujo Arcebispo, Matteo Zuppi, Francisco há poucos dias fez Cardeal [1].

Dom Nicolini é atualmente assistente eclesial nacional das Associações Católicas dos Trabalhadores Italianos (Associazioni Cattoliche dei Lavoratori Italiani-ACLI); antes foi diretor da Cáritas de Bolonha, e pároco num bairro onde fica uma prisão. Sacerdote dos pobres, dos prisioneiros, dos imigrantes: este é o seu perfil mais conhecido.

Mas, antes de tudo, ele foi filho espiritual de Giuseppe Dossetti (1913-1996), político de enorme relevância na Itália pós-guerra e, depois como monge e sacerdote, protagonista do Concílio Vaticano II com o Cardeal Giacomo Lercaro.

Seguindo os passos de Dossetti, Dom Nicolini fundou nos anos 1970 a “Família da Visitação” [2], uma comunidade que hoje é formada por cerca de trinta monges e monjas, e outros tantos casados, divididos entre as zonas rurais de Bolonha e as missões da Arquidiocese na Tanzânia e em Jerusalém.

Além disso, Dom Nicolini está ligado ao influente think tank católico progressista “Escola de Bolonha”, que teve como fundador o próprio Dossetti. Tem o historiador da Igreja Alberto Mellone e o fundador do mosteiro de Bose, Enzo Bianchi, como diretores e gurus, ambos ultradefensores de Bergoglio.

Eis o link para o chocante vídeo de Dom Nicolini: [].

O vídeo é parte de uma “lição” mais ampla de Dom Nicolini, e que também foi gravada [3] na escola de verão da associação político-cultural “La Rosa Bianca” [4], realizada em Terzolas, Trentino, entre os dias 21 e 25 de agosto.

Em seguida, a transcrição de suas palavras sobre o celibato do clero e as “missas” que já estariam sendo celebradas por diáconos casados com a autorização dos Bispos locais, e com o aval do Papa Francisco.

*

O Papa disse: “Vá em frente!”

Creio que é hora de recordar com vocês que a Igreja dos sacerdotes está chegando ao fim. É uma profecia? Não, é a realidade. É necessário ter isso em conta, porque muda completamente tudo. Estamos chegando agora ao ápice da loucura, cada sacerdote tem seis paróquias. Mas isso acabou. Essa crise do sacerdócio irá crescer de forma implacável até que não se leve muito a sério a ideia de abolir o celibato sacerdotal.

Enquanto durar o celibato dos sacerdotes, a queda é irrefreável, também porque muitas vezes não se reflete sobre o fato de que eu, por exemplo, sou um sacerdote, mas antes de ser um sacerdote sou um monge. Francisco, que está aqui, é um monge, e nós, que somos uma pequeníssima comunidade monástica de oração, demos cinco sacerdotes à Igreja de Bolonha. Mas pudemos fazer isso porque pertencemos a outra raça.  Porém, enquanto durar esta situação, segundo a qual – vocês sabem, certo? – o fato de ser celibatário é uma pura disposição de ordem disciplinar, jurídica, não é um voto, não é um dom de Deus, não está apoiada na vida da comunidade… Nada, ele não se casa, por regra não pode se casar. Mas está claro que, quando sei que um sacerdote de trinta anos, que vem se confessar comigo, é transferido para uma zona rural sozinho, está claro que em seis meses já tem uma amante. Por isso que essa queda agora será muito rápida. Anteontem me disseram que se calcula que Bolonha, em 2030, terá 30 sacerdotes; hoje são 450, e os números baixaram muito. Portanto, essa estrutura da Igreja não existirá mais.

Em breve teremos o Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Soubemos que, certa noite, houve uma chamada telefônica de uma missão paroquial perdida da Amazônia. Era um diácono idoso, de uns sessenta anos, casado, que disse ao seu Bispo: “Tenho que lhe dizer que amanhã não haverá Missa, porque não tem padre”. E o Bispo respondeu: “Vá você e celebre a Missa”. Os diáconos casados, com filhos já independentes, são chamados de “anciãos”, e os Bispos dão a eles autorização para presidir a Liturgia. Contaram para o Papa, e ele disse: “Por enquanto não podemos escrever nada, mas vão em frente!” Eu me perguntei, quando soube que ele convocou a assembleia mundial dos Bispos para a Amazônia, que talvez pudesse ou quisesse dizer algo. No entanto, a Igreja, em sua atual estrutura concreta e jurídica, está chegando ao fim.

***

Essas foram as palavras de Dom Giovanni Nicolini. Delas surgem perguntas que devem ser respondidas, antes inclusive do início do Sínodo da Amazônia.

É verdade o que disse sobre as “missas”, que já estão sendo celebradas por diáconos casados na Amazônia?

É verdade que o Papa Francisco deu o sinal verde?

 

 

NOTAS.

[1]. cf. [].

[2]. cf. [].

[3]. cf. [].

[4]. cf. [




Publicam um documento para o Sínodo da Amazônia que mudaria a doutrina católica

Sínodo Pan-Amazônico

O documento assinado em Bogotá por teólogos envolvidos na preparação do Sínodo da Amazônia leva ao extremo o sincretismo para muitos aparente no Instrumentum laboris e propõe uma Igreja em ruptura com tudo o que o antecede.

Carlos Esteban.

Infovaticana, 04 de setembro de 2019.

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Tradução. Bruno Braga.

 

O documento assinado em Bogotá por teólogos envolvidos na preparação do Sínodo da Amazônia, e em resposta ao mesmo, leva ao extremo o sincretismo para muitos aparente no Instrumentum laboris e propõe uma Igreja em ruptura com tudo o que o antecede.

O documento com o título Rumo ao Sínodo Pan-Amazônico: desafios e contribuições a partir da América Latina e do Caribe [1] foi elaborado no último mês de abril. Ele é o resultado de um encontro em Bogotá de teólogos de duas organizações que promovem a Teologia da Libertação, Amerindia e REPAM, informa o LifeSiteNews [2]. O Instrumentum laboris faz referência explícita à reunião de Bogotá como parte do processo preparatório do Sínodo [3].

Não há uma única religião verdadeira, e as religiões não cristãs podem levar à “salvação”. Essas são algumas das conclusões do documento publicado por teólogos participantes da preparação para o Sínodo da Amazônia e que exaltam as tradições religiosas pagãs dos índios amazônicos. Um exemplo: “Falta dialogar com outras confissões religiosas, com outras racionalidades, com outras cosmovisões (126), o que implica o passo ‘do exclusivismo intolerante a uma atitude de respeito, de aceitar que o cristianismo não tem o monopólio histórico da salvação’. Isto é, uma mudança de paradigma que se concretize ao assumir que ‘a cristandade latino-americana foi substituída por uma pluralidade de culturas e espiritualidades’ (128), permitindo uma aproximação respeitosa junto ao mundo multi-étnico, multicultural e multi-religioso que oferece o mapa das religiões amazônicas para pensar uma teologia e uma espiritualidade indígena”.

O documento redefine a Eucaristia como um ato simbólico da comunidade, ataca o sacerdócio hierárquico do Novo Testamento, enquanto pede às autoridades eclesiásticas que abram a possibilidade da ordenação de sacerdotisas para “superar uma perspectiva patriarcal”, sugerindo uma oração que se refere a Deus como “Pai e Mãe da vida”.

Estas são algumas das propostas concretas para a evangelização da Amazônia:

– Acolher e apoiar a teologia indígena, afro-americana, feminista e a ecoteologia, como suporte para a configuração de uma Igreja com rosto próprio;

– Criar novos ministérios, em especial para leigos e leigas, sobretudo fora da comunidade cristã, na defesa e promoção da vida e de uma ecologia integral;

– Formar um clero próprio, com rosto amazônico, segundo o perfil das culturas locais;

– Superar estruturas e modos de organização da Igreja que não somam para a sinodalidade eclesial, como o clericalismo, o paroquialismo, o universalismo de movimentos eclesiais e o isolamento de algumas igrejas locais.

– Garantir a celebração da Eucaristia aos domingos nas comunidades eclesiais com a ordenação de presbíteros casados.

– Estabelecer a oportunidade de ordenação de mulheres ao diaconato e a criação de outros ministérios próprios, conforme as necessidades da igreja local.

NOTAS.

[1]. cf. [].

[2]. cf. [].

[3]. cf. [].




Tudo atado, e bem atado.

Tudo atado, bem atado

“Peço ao Bom Deus que me leve quando as mudanças forem irreversíveis”, confessou Francisco há alguns anos ao Superior Geral dos jesuítas. Com o anúncio da nomeação de dez novos Cardeais eleitores, Sua Santidade está somente a quatro de ter escolhido a metade do colégio cardinalício.

Carlos Esteban.

Infovaticana, 02 de setembro de 2019.

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Tradução. Bruno Braga.

 

“Peço ao Bom Deus que me leve quando as mudanças forem irreversíveis”, confessou Francisco há alguns anos a Adolfo Nicolás Pachón, Superior Geral dos jesuítas entre 2008 e 2016. Ontem, com o anúncio da nomeação de dez novos Cardeais eleitores, Sua Santidade está somente a quatro de ter escolhido a metade do colégio cardinalício.

Existem várias formas de comentar a nova lista de Cardeais do Papa, num anúncio que coincidiu com o fato de ele ter ficado preso em um elevador por 25 minutos. Na Itália, especialmente, destaca-se que somente um dos novos é italiano, o que está deixando de ser excepcional, embora resulte chamativo. Neste sentido, boa parte da imprensa destaca a “diversidade”: Espanha, Cuba, Congo, Luxemburgo, Guatemala… Porém, é uma diversidade meramente geográfica, pois o que todos eles têm em comum é a acentuadíssima lealdade ao projeto de “renovação eclesiástica” desejado pelo Papa. Uma forma de, quando faltar Francisco, tornar as mudanças na Igreja irreversíveis.

Encontramos prelados abertamente entusiastas da causa LGBT, como Zuppi – o único italiano -; da eliminação das fronteiras, como Czerny; do diálogo com outras religiões, como Ayuso; da “ecologia integral”, como Ramazzini; da aproximação com o Islã, como López Romero; violentamente contrários à Liturgia tradicional, como García Rodríguez, ou aos políticos “populistas”, como Höllerich.

É uma política de terra devastada. Taxados ambos de ultraconservadores, João Paulo II e Bento XVI tiveram prudência na nomeação de novos Cardeais, equilibrando supostos “conservadores” com alegados “progressistas”. Francisco não é assim, e apresentou a lista de Cardeiais mais à esquerda da história.

A seleção é extraordinariamente útil para visualizar a estratégia de Francisco a longo prazo, seu plano global, porque o restante de suas ações concretas são tática, isto é, respostas a desafios imediatos. Os Cardeais eleitores, ao contrário, são escolhidos pensando nos próximos Papas que a Igreja terá. Então, vamos dar uma olhada.

Miguel Ángel Ayuso Guixot, comboniano, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. É um dos dois espanhóis da lista. O conselho que ele preside coordenou a ação do Papa com os Emirados Árabes para estabelecer um comitê para o encontro inter-religioso em Abu Dabi, conforme as linhas traçadas pelo documento assinado por Sua Santidade e pelo Grande Imã de Al-Azhar. Documento elogiado pelo futuro Cardeal em uma longa entrevista para a Rádio Vaticana, em 25 de agosto. Ayuso é um dos membros católicos do tal comitê.

José Tolentino Calaça de Mendonça, português, Chefe dos Arquivos da Igreja Romana e poeta. Sua nomeação em 2018 como Arcebispo e chefe do Arquivo Secreto Vaticano, e também para presidir o retiro de Páscoa do Papa e da Cúria no mesmo ano, é citada na Correctio Filialis como indício de desvio. Mendonça elogiou a teologia da irmã Teresa Forcades, que defende a moralidade dos atos homossexuais, afirma que o aborto é um direito, e que “Jesus de Nazaré não codificou nem estabeleceu regras”. O Papa Francisco o nomeou Arcebispo e chefe do Arquivo Secreto Vaticano em 2018. Também o escolheu para pregar o retiro de Quaresma para o Papa e para os altos funcionários da Cúria em 2018.

Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo é Arcebispo de Yakarta, capital do país com mais muçulmanos do planeta, a Indonésia. Os católicos ali são uma pequena minoria e o radicalismo islâmico começou a fixar raízes no país, realizando ataques frequentes contra as minorias não muçulmanas. Suharyo foi um dos Bispos participantes no primeiro Sínodo da Família, do qual saiu a Exortação Apostólica Amoris Laetitia.

Juan de la Caridad García Rodríguez. Nomeado por Francisco, em 2016, Arcebispo da capital cubana. É o primeiro ordinário de Havana nascido depois da revolução castrista. Proibiu em sua Arquidiocese a aplicação do motu proprio Summorum Pontificum, de Bento XVI, que permite a celebração da Missa tradicional.

Fridolin Ambongo Besungu é franciscano, Arcebispo de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. É o único sub-sahariano da lista, o que não é estranho, pois a Igreja africana em geral não se mostra de forma alguma entusiasmada com a “renovação” nem tampouco com a ênfase na migração em massa, que está retirando jovens de suas dioceses e paróquias. Mas Ambongo é um caso especial, no sentido de que mantém uma relação harmoniosa com o episcopado de língua alemã.

Jean-Claude Hollerich, jesuíta, é Arcebispo de Luxemburgo e presidente da Comissão das Conferências de Bispos da Comunidade Europeia. No último dia 24 de abril, ele lançou um contundente ataque contra os “populismos” (partidos soberanistas). É um dos prelados mais “políticos” dos eleitos.

Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, Bispo de Huehuetenango, na Guatemala. É um prelado próximo da Teologia da Libertação que evoluiu – como aconteceu com a maioria dos clérigos dessa corrente – até a “ecologia integral”. No II Congresso Continental de Teologia da Ameríndia, em 2015, disse que “Francisco é o porta-voz dos que trabalham neste continente”, o que provavelmente não prejudicou a sua carreira.

Matteo Maria Zuppi, Arcebispo de Bolonha – sucessor do Cardeal Caffarra -, colaborador da Santo Egídio, a ordem com mais poder na Cúria Romana sob Francisco. Único italiano da lista, é a renovação que se fez Bispo. Talvez com Tolentino, é o mais aberto defensor da “acolhida” dos LGBT. O padre James Martin, autoproclamado apóstolo do lobby, aproveitou sua nomeação para parabenizá-lo através de sua conta no Twitter: “Sucesso para o Cardeal Matteo Zuppi, Arcebispo de Bolonha, um grande defensor dos católicos LGBT. Incluo aqui sua introdução para o meu livro ‘Building a Bridge” [tradução livre: ‘Construindo uma ponte’], publicado na Itália como ‘Un ponte da costruire’, no qual anima a uma ‘nova atitude pastoral'”.

Cristóbal López Romero, salesiano, nomeado por Francisco Arcebispo de Rabat, Marrocos, em 2018. Ele deixou claras as suas intenções desde o primeiro dia ao garantir: “Quero ser […] uma pequena ponte que una cristãos e muçulmanos”. Somente 0,7% da população do reino aluíta é católica.

Michael Czerny, jesuíta canadense, subsecretário do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral dedicado a Migrantes e Refugiados, uma das causas mais caras ao Papa Francisco. Sobre Czerny já tivemos a ocasião de falar nesta página [1].

De resto, causou surpresa a ausência de prelados chineses entre os eleitos, assim como de algum outro que, pela importância de sua sede arcebispal, tradicionalmente se oferece o barrete cardinalício, como é o caso de José Horacio Gómez, Arcebispo de Los Angeles.

REFERÊNCIAS.

[1]. cf. [].