Monsenhor Staglianò reitera a verdade: os maçons estão excomungados, mesmo que sejam sacerdotes ou Bispos

Infovaticana, 26 de novembro de 2017.

[https://infovaticana.com/2017/11/26/la-verdad-reiterada-mons-stagliano-los-masones-estan-excomulgados-aunque-sean-sacerdotes-u-obispos/].

Tradução. Bruno Braga.

“Se um sacerdote ou inclusive um Bispo adere à Maçonaria, significa que ele não se importa com a excomunhão” […]

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(Portaluz/Infocatólica [1]). No último dia 12 de novembro, a loja maçônica Grande Oriente da Itália organizou um encontro para refletir sobre: “Igreja e Maçonaria, tão perto, tão longe”.

Convidado a tal conferência, Monsenhor Antonio Staglianò, Bispo de Noto, participou do evento. Sobre a sua intervenção, ele concedeu declarações ao diário italiano La Croce, algumas delas traduzidas para o espanhol pelo portal Infocatólica [2] e que são reproduzidas logo abaixo [em português].

Monsenhor Staglianò afirma:

Creio que muitos católicos expressaram sua preocupação, e até indignação, porque têm uma concepção da Maçonaria que é evidentemente negativa. Os maçons seriam aqueles encapuzados, satanistas, mafiosos. Se isso é verdade, posso entendê-los. Mas eu fui convidado para um debate público, com uma Maçonaria que não parece ser uma sociedade secreta, suas cabeças são visíveis. Fui capaz de pregar o Evangelho também para eles, porque me pediram que falasse sobre a relação entre a Igreja e a Maçonaria. Como sei pouco sobre a Maçonaria, pensei em falar sobre a Igreja Católica, deixando a inteligência deles livre para que julguem se estão longe ou perto.

“Expliquei para eles que, para a Igreja do Vaticano II, a Igreja do diálogo, eles não estão nem perto nem longe, mas totalmente fora. Estão fora da comunhão católica, estão excomungados. Expliquei o que é a excomunhão. Assim, permita-me tranquilizar todos aqueles que pensam que a minha presença ‘dialogal’ é uma espécie de liberação de alfândega. Absolutamente, não. Não é da minha competência fazer isso. Porém, como Bispo, sobretudo como teólogo, quis explicar que estão fora da comunhão da Igreja”.

A entrevistadora perguntou ao prelado a sua opinião a respeito da afirmação dos maçons, a de que existem vários católicos inscritos na Maçonaria:

O senhor também se dirigiu a eles falando sobre a excomunhão?

“Certamente. Eu diria que as principais razões que me levaram a este diálogo foram, em primeiro lugar, obedecer à ordem de Jesus, a de que, se existem lobos, ‘Eu os envio como ovelhas em meio aos lobos’, e a de que, se existem inimigos da Igreja, ‘tens que amar os teus inimigos’. Então, a minha posição, pelo menos na intenção do meu coração, é fazer uma obra de caridade intelectual. Caridade é também dar alguma luz particular às pessoas que podem estar desorientadas. Porque, se muitos dos que me ouviram são maçons e católicos, essas pessoas são nossos irmãos, um pouco desorientados. Como conciliar a excomunhão com o seu pertencimento à Maçonaria, com o ir à Igreja e talvez até alimentar-se da Eucaristia? Não é possível. Se, como dizem, alguns sacerdotes e Bispos pertencem à Maçonaria, parece que é necessária a presença autorizada de um Bispo que diga a eles: veja, estas coisas não são possíveis. Porque, se um sacerdote e inclusive um Bispo adere à Maçonaria, significa que ele não se importa com a excomunhão. Mas, creio que um católico que não se importa com a excomunhão tem problemas de identidade católica.

“Vim aqui para dizer que a distância e proximidade devem ser interpretadas, afirmando que estão tão longe que estão fora da comunhão com a Igreja. Então, sendo pessoas dotadas de razão, você pode falar com eles e dialogar. E eu desenvolvi o tema para ver qual seria a possível proximidade que eles veem em uma distância abismal”.

NOTAS.

[1]. Cf. [https://www.portaluz.org/la-verdad-reiterada-por-mons-stagliano-los-masones-estan-excomulgados-aunque-2529.htm].

[2]. Cf. [http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=30954].

 

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