Três _Selos

No dia 10 de março de 1992, Nossa Senhora disse a Raymundo Lopes na Igreja de São Sebastião, em Belo Horizonte:

"Nossos encontros serão marcados por três Selos importantes. O primeiro Selo será aberto a você no dia 13 de outubro de 1992. O segundo Selo lhe será revelado no dia 18 de setembro de 1993. E o terceiro Selo, você terá conhecimento dele no dia 11 de fevereiro de 1995. Estes três Selos compõem toda a minha Obra neste século. Haverá discórdias e polêmicas a respeito destes Selos; mas, se você encarar os fatos com inteira confiança em Jesus, em mim e no seu Anjo da Guarda, o meu Coração Imaculado triunfará".

A importância desses Selos pode ser vislumbrada também por outras falas solenes de Maria Santíssima:

"A minha Medalha Missionária, o Pai-Nosso da Esperança e este modo de rezar, utilizando o terço do meu Rosário, refletem a minha aliança com vocês, como escudo de proteção contra a grande tormenta que se aproxima".

"Eu os conscientizei, dando-lhes como sinal o meu escudo; ensinei-os, com Jesus, a unirem os nossos corações em prol da Igreja, e lhes mostrei como chamar o Espírito Santo. Façam uso disso e me reconhecerão, no caminho da salvação, como aquela que deseja guiá-los ao Céu".

Conheça abaixo os três Selos confiados à Obra Missionária e a toda a humanidade:

 

I – MEDALHA MISSIONÁRIA 

II – PAI-NOSSO DA ESPERANÇA

III – TERÇO DA DIVINA CHAMA

 

 

 

A Medalha Missionária

Medalha Missionária

Medalha Missionária

 

No dia 13 de outubro de 1992, a Basílica de Lourdes estava repleta. Poucos depois das 17 horas, a imagem de Nossa Senhora entrou pela porta principal enquanto todos cantavam o hino “A Treze de Maio”. Em seguida Raymundo deu início à reza do Terço, como ainda hoje é praxe na Basílica, todas as terças-feiras.

Terminado o Terço, o Padre Paulo César de Araújo, da paróquia do Belvedere, presidiu a Santa Missa, concelebrada pelo Padre Narciso e pelo Padre Geraldo.

No momento da consagração, Raymundo sentiu como que se afastando da celebração. Ouvia uma melodia desconhecida, extremamente agradável, que vinha do altar-mor. Era como se centenas de pessoas estivessem cantando.

De repente, o altar-mor ficou iluminado com uma luz verde-azulada. Ao lado do Padre Narciso e do Padre Geraldo, formaram-se as figuras de duas pessoas com túnicas brancas, exatamente iguais à túnica do Anjo que Raymundo havia visto na madrugada de 22 de julho e na tarde do dia 2 de outubro. Nisso Raymundo os ouviu dizer em uníssono, com a voz alta e clara:

– Nós somos os mensageiros da paz! (…) Jesus quer purificar a Igreja e intensificar, na América Latina, especialmente em seu país, a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Preste atenção no que vê!

Em seguida, os Anjos se prostraram:

– Senhor, nós vos adoramos, bendizemos e pedimos perdão pelos que não crêem!

Neste instante Raymundo distinguiu, ao lado da imagem de Nossa Senhora de Fátima, a figura de outro Anjo, o mesmo que vira no dia 22 de julho. Este Anjo lhe disse:

– Não ofendam mais a Jesus, para que a Igreja neste continente seja marcada com o sinal da paz, sem conflitos nem apostasias! Rezem e se refugiem na Eucaristia, para que tudo isso se cumpra sem sofrimentos! Os corações de Jesus e Maria permitiram que conhecessem regras eficazes e necessárias a uma Igreja forte e sem manchas. Trabalhem para que isso não se perca! Eu sou o Anjo da Paz.

Os Anjos afastaram-se para os lados, e como que por encanto desapareceram. Apenas o Anjo da Paz permaneceu no altar.

– O que verá será o símbolo que os levará à vitória. Quem o tiver consigo, com fé e confiança, será como a porta marcada com o sangue do cordeiro!

Logo após, Raymundo viu uma enorme serpente negra, que se agitava como se estivesse acuada. Os olhos da serpente brilhavam, vermelhos como sangue, dando a impressão de que estava presa e tentava libertar-se. A boca às vezes se abria, deixando aparecer uma língua fina e comprida, com dois dentes enormes. A cabeça girava desordenadamente; havia terror e ódio em seu olhar, que às vezes fixava Raymundo.

– Não tenha medo! disse o Anjo. Os corações de Jesus e Maria são o seu refúgio.

Acima da serpente, começou a formar-se a letra “M”, com traços finos e brilhantes, dourados como ouro polido. O centro do “M”, formando uma ponta aguda, penetrou a serpente como uma lança, e ela se contorceu enraivecida. Do “M” brotou então um lírio de extrema brancura, que começou a brilhar. Centenas de estrelinhas se formaram, desenhando um círculo que emoldurou a cena. Em torno do círculo, surgiu uma frase luminosa:

“Os servos de Maria terão segurança”.

Em seguida, Raymundo percebeu que a cena girava vagarosamente, como se houvesse uma cortina que a separasse em dois lados. Aos poucos, o outro lado da cena começou a aparecer. Um coração pulsava e brilhava intensamente, como um cristal vermelho. Uma frase dourada resplandecia embaixo:

“Por fim o meu Coração Imaculado triunfará”.

Neste momento, o Anjo disse a Raymundo:

– Este é o símbolo com o qual este continente terá segurança! Aos marcados com este sinal, as tentações do mal não terão sucesso! Faça com que todos o conheçam!

Dito isso, toda a cena desapareceu, e Raymundo notou que a comunhão se iniciava.

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Pai-Nosso da Esperança

No dia 18 de setembro de 1993, Raymundo se encontrava no distrito de Monsenhor João Alexandre, conhecido como Cachoeira, no oeste de Minas Gerais. Muitas pessoas aguardavam para receber festivamente a imagem de Nossa Senhora de Fátima, com a qual Raymundo peregrinava pelo interior de Minas nesta época.

 

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Igreja de Santo Antônio, em

18 de setembro de 1993

De início, o grupo de fiéis rezou o Terço na igreja de Santo Antônio, que estava repleta. E no fim de uma Missa celebrada pelo Padre Rubem Schuch, Raymundo notou que Nossa Senhora chegava. Ela vinha acompanhada por um homem vestido de branco, com um cordão amarrado à cintura. Os rostos dos dois brilhavam como raios de sol. Eram da mesma cor, como cristais cor-de-rosa. O homem estava com as mãos no peito, onde uma hóstia resplandecia intensamente. Ele olhava Raymundo em silêncio, deixando transparecer apenas um sorriso discreto.

– Obrigada por ter vindo ao meu encontro, disse Nossa Senhora. Este é Jesus, e queremos lhe falar.

Quando a bela Senhora pronunciou o nome de Jesus, sua voz ressoou como uma música. E antes que completasse a frase, Raymundo ouviu como que centenas ou milhares de vozes cantando algo que não pôde compreender. Neste momento, ele também percebeu que Maria Santíssima trazia nas mãos uma linda rosa dourada.

Então Jesus disse com uma voz pausada e firme, num tom imperioso:

– Reze conosco.

Jesus e Maria rezaram o Pai-Nosso em uníssono, com os rostos resplandecendo como o sol. Em seguida, fizeram a seguinte oração:

Elevemos nossas preces ao Pai Eterno

T– Pai nosso que estais nos céus…

Rezemos com Jesus e Maria

1) T – Senhor, tu nos permitiste invocar o teu nome e chamar-te de Pai; permite-nos agora, através da tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.

1º D– Pela anunciação do Anjo à Virgem Maria

Pai nosso que estais nos céus,

T – Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso Reino.

2º D– Pela visita de Maria à sua prima Isabel

Pai nosso que estais nos céus,

T – Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso Reino.

3º D– Pelo nascimento de Jesus

Pai nosso que estais nos céus,

T – Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso Reino.

4º D– Pela apresentação de Jesus no Templo

Pai nosso que estais nos céus,

T – Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso Reino.

2) T – Senhor, tu nos permitiste invocar o teu nome e chamar-te de Pai; permite-nos agora, através da tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.

1 D- Para Jesus perdido e não encontrou nenhuma Temple

Seja feita a vossa vontade, Pai,

T – Assim na terra como no céu.

2º D– Pelo Batismo de Jesus no rio Jordão

Seja feita a vossa vontade, Pai,

T – Assim na terra como no céu.

3º D– Pela transformação da água em vinho nas bodas de Caná

Seja feita a vossa vontade, Pai,

T – Assim na terra como no céu.

4º D– Pela proclamação do Reino de Deus

Seja feita a vossa vontade, Pai,

T – Assim na terra como no céu.

3) T – Senhor, tu nos permitiste invocar o teu nome e chamar-te de Pai; permite-nos agora, através da tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.

1º D– Pela transfiguração de Jesus no Monte Tabor

O pão nosso de cada dia

T – Nos dai hoje;

2º D– Pela instituição da Eucaristia

O pão nosso de cada dia

T – Nos dai hoje;

3º D– Pela agonia e oração de Jesus no Horto das Oliveiras

O pão nosso de cada dia

T – Nos dai hoje;

4º D– Pela condenação e flagelação de Jesus

O pão nosso de cada dia

T – Nos dai hoje;

4) T – Senhor, tu nos permitiste invocar o teu nome e chamar-te de Pai; permite-nos agora, através da tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.

1º D– Por Jesus coroado de espinhos

Pai, perdoai-nos as nossas ofensas,

T – Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

2º D– Por Jesus carregando a cruz

Pai, perdoai-nos as nossas ofensas,

T – Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

3º D– Pela crucificação e morte de Jesus

Pai, perdoai-nos as nossas ofensas,

T – Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

4º D– Pela Ressurreição de Jesus

Pai, perdoai-nos as nossas ofensas,

T – Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

5) T – Senhor, tu nos permitiste invocar o teu nome e chamar-te de Pai; permite-nos agora, através da tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.

1º D– Pela Ascensão de Jesus ao Céu

Não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!

T – Mas livrai-nos do mal. Amém.

2º D– Pela vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos

Não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!

T – Mas livrai-nos do mal. Amém.

3º D– Pela Assunção da Virgem Maria ao Céu

Não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!

T – Mas livrai-nos do mal. Amém.

4º D– Pela coroação de Nossa Senhora

Não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!

T – Mas livrai-nos do mal. Amém.

Elevemos nossas preces ao Espírito de Deus

T – Pai nosso que estais nos céus…

Terminada a oração, Jesus disse:

– A Igreja necessita de ajuda urgente! Desejo que rezem desta forma, tanto quanto puderem, para que os sacramentos e preceitos sejam conservados, e a Eucaristia continue a ser o alimento que Eu lhes dei, como única forma de minha presença entre vocês. Existe um movimento renovador que levará a Igreja à ruína e ao descrédito. Um grande cisma se implantará, e serão milhares os afastados. A Igreja, plantada sobre a rocha de Pedro, será preservada pelo poder do meu Nome; mas as almas perdidas, devido à não observância do que aconselha o Evangelho, serão de responsabilidade de seus dirigentes. Diga isto a eles; serão cobrados alma por alma!

– Ainda existe uma esperança, disse Nossa Senhora. Rezem, rezem muito para que isto não aconteça. Rezem conforme Jesus está ensinando; façam tudo conforme Ele está mandando. Eu os ajudarei com a minha mediação. Reflitam, em cada invocação, uma passagem do meu Rosário.

– Posso saber que movimento é esse? perguntou Raymundo.

– Isso não é necessário responder; rezem e peçam a Deus que impeça isso. Não esperem muito do Vaticano, porque este Papa somente terá forças para impedir essas reformas se todos o ajudarem com orações e sacrifícios, e dedicando ao Pai esta oração, como Jesus lhes ensinou.

– Por que a Senhora traz na mão essa rosa dourada?

– Esta rosa representa a Igreja. Eu a tenho nas mãos para essa Obra, e a farei desabrochar em todo o mundo se os pedidos de Jesus forem atendidos.

Mais adiante, Jesus abriu os braços, e Raymundo distinguiu-lhe no peito uma hóstia brilhando.

– Eu estou com vocês através da Eucaristia, não duvidem disso! Através de meus sacerdotes, estarei com vocês até o final dos tempos. A Eucaristia tem que ser preservada, para o bem da Igreja.

Pouco depois, Jesus e Maria foram subindo vagarosamente, e Raymundo ainda pôde ouvi-los dizer, em uníssono:

– Nós abençoamos este local, as pessoas, e tudo que está aqui. Que a paz do Santo Espírito fique com vocês!

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O Terço da Divina Chama

No dia 11 de fevereiro de 1995, cerca de trezentas pessoas rezaram o Terço na igreja de São Bento, em Belo Horizonte. Após a Missa celebrada pelos Padres Celestino e Rubem Schuch, Nossa Senhora apareceu toda de branco, como de costume. Linda, seu rosto brilhava como uma estrela. Os olhos azuis reluziam como águas-marinhas. Ela flutuava sobre uma pequena nuvem. Quando toda a sua figura se formou, Ela baixou as mãos que trazia ao peito, exatamente como sua imagem na Medalha Milagrosa. Uma luz intensa emanava de suas mãos, e no meio dessa luz as figuras de duas freiras se formaram.
Raymundo Lopes durante a abertura do 3º Selo na Igreja de São Bento.

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– Obrigada por ter atendido a todos os meus chamados e por chegar até aqui, conforme lhe pedi. Você está numa igreja de pedra. Necessitamos transformá-la com o coração, alicerçado na espiritualidade. Rezem neste local para que isto aconteça. Hoje você terá conhecimento de minha terceira aliança com vocês. Preste atenção no que escutar de suas diretrizes no Céu. Estas são Teresinha e Catarina.

Em seguida, Nossa Senhora, Teresinha do Menino Jesus e Catarina Labouré ensinaram Raymundo a rezar o Terço deste modo:

Na primeira conta:

T – Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,…

Nas três contas seguintes:

D– Ave, Maria, cheia de graça…

T – Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós,…

No intervalo:

T – Em nome do Pai, do Filho e, através do Espírito Santo, dizemos amém.

Na quinta conta:

D– Pai nosso que estais nos céus,…

T – O pão nosso de cada dia nos dai hoje,…

Nas dezenas (em cada conta):

D– Vinde, Espírito Santo,

T – Sede a nossa força e o nosso entendimento.

Nos intervalos de cada dezena:

D– Pai nosso que estais nos céus,…

T – O pão nosso de cada dia nos dai hoje,…

Terminando as cinco dezenas:

T – Vinde, Espírito Santo, fazei de nós receptáculos de Vossos dons, para que possamos fornecer a nossos irmãos o caminho seguro nestes tempos confusos.

Finalizando:

T – Em nome do Pai, do Filho e, através do Espírito Santo, dizemos amém.

Terminado o Terço, as irmãs desapareceram. Nossa Senhora desceu até quase tocar com os pés o altar-mor, que estava cheio de coisas que as pessoas haviam levado para serem abençoadas.

– É para rezar o Terço desta forma? perguntou Raymundo.

– É para rezar desta forma, e como tradicionalmente você aprendeu. Da forma como lhe está sendo ensinado agora, é uma exaltação ao Espírito Santo. Quando estiverem em adoração ou se preparando para a comunhão, rezem, utilizando o terço do meu Rosário, o Credo, e ofereçam tudo em nome do Pai, do Filho, e rezem, com a luz do Espírito Santo, o Pai-Nosso e estas jaculatórias. O Espírito Santo descerá sobre vocês, e terão a proteção dos Anjos do Céu para que não caiam na tentação do pecado da dispersão diante do Santíssimo, da confusão e da apostasia. A minha Medalha Missionária, o Pai-Nosso da Esperança e este modo de rezar, utilizando o terço do meu Rosário, refletem a minha aliança com vocês, como escudo de proteção contra a grande tormenta que se aproxima.

– Como podemos chamar este modo de rezar?

E Maria Santíssima respondeu com um sorriso nos lábios e muita doçura na voz:

– Chame-o Terço da Divina Chama.

* D: Director – T: Todos

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