Se em espírito você é pobre, também em espírito você é rico

E há de ter pena daqueles que dispõem de facilidades financeiras que ainda por muito terem e excessivamente amarem o que possuem, e continuarão a possuir, ainda não se deram fé da inanidade e transitoriedade das coisas não se conformaram com aqueles que não as têm, isto é, daqueles que e dos bens terrenos. Tudo afinal passa, sempre, a outras mãos.

Se o coração se abrir em face deste apelo, as mãos certamente deixarão de estar fechadas.

Esse ainda é significativo; portanto, Zaqueu que era rico, mas de pequena estatura, subiu a uma árvore para ver a Verdade passar.

Quando a viu e foi convidado a descer, ele não só se maravilhou pela presença da Graça, em sua casa, como ainda se sentiu na obrigação de devolver em dobro tudo aquilo que, mal adquirido, viera a constituir sua imensa riqueza.

É sumamente repetida, mas infelizmente não devidamente considerada, aquela frase de Yeshua segundo a qual “É mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que uma pessoa, que tudo tem na terra, invadir o reino pertencente ao Altíssimo.”

E os que ali, pelos atuais, se afeiçoaram à intimidade de Raymundo Lopes, jamais poderão esquecer a sua inflamada indignação contra esses detentores de valores terrenos, declarando que o mal jamais logrará mudar esse mistério: que a alegria dos que possuem muito tem como elemento substancial a dor daqueles que nada têm.

E parece haver, de sua lavra, condenação ainda mais contundente: “O dinheiro daqueles abastados é o suor daqueles que nada têm”.

Mas, felizmente, há aqueles que tudo têm e aqueles que tudo têm mas reconhecem a existência naqueles que nada têm.

Há os abastados que fazem dos valores o seu deus e, neste caso, já receberam na terra a sua mercê3; e há os que de bons sentimentos estão a caminho de serem pobres, se já não o são.

Pobres em espírito, mesmo os fartos de valores e de outros bens, são os que não se fecham em si próprios, mas, ao contrário, muitas vezes sabem adiantar os passos em direção aos que mais carecem, aos que mais sofrem e principalmente aos missionários beneficentes, hoje atravessando seríssimas dificuldades de ordem social.

Pode-se lembrar, a propósito, os Missionários do Coração Imaculado, sem qualquer preocupação de encômios.

Todos sabem que, em fase menos difícil, eles mantêm em tratamento diário centenas de pessoas carentes. Nos dias correntes, todavia, a falta de recursos de tal forma se avantajou que, se não houvesse uma especialíssima proteção de Maria Santíssima, obtida por intermédio da Padroeira da Capela Magnificat, a nossa missão já teria há muito terminado.

Está aí, pois, uma entidade e uma oportunidade que carecem com urgência da sua compreensão e ajuda. Se o coração se abrir em face deste apelo, as mãos certamente deixarão de estar fechadas e, não haja dúvida, um sorriso de profunda felicidade passará a brilhar no peito e nos olhos do já muito querido benfeitor.


Relação de gastos mensais da Obra Missionária: Funcionários do SIM e Capela Magnificat: R$ 6.000,00 / Escritório: R$ 1.000,00 / Água e luz: R$ 2.000,00 /   TOTAL: R $ 9.000,00